Abandono de casas preocupa vizinhos

Adriel Arvolea

No Centro, imóvel abandonado na Avenida 20, entre Ruas 11 e 12, Santa Cruz
No Centro, imóvel abandonado na Avenida 20, entre Ruas 11 e 12, Santa Cruz

Os problemas gerados por imóveis ociosos e terrenos baldios afetam desde a segurança a saúde pública. Os donos são os responsáveis e evitam o acesso às propriedades que se encontram fechadas ou abandonadas. Porém, em casos extremos, a prefeitura pode intervir e acionar o proprietário, para que ele tome as medidas necessárias.

Como, agora, na epidemia de dengue que Rio Claro enfrenta. A entrada nos imóveis fechados ou abandonados foi autorizada pela Justiça. O juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública, Dr. André Antonio da Silva Alcantara, acatou ação civil pública movida pela Vigilância Sanitária e Epidemiológica da Fundação Municipal de Saúde, que solicitava a permissão para as equipes de combate adentrarem todas as residências com dificuldades de acesso. Ao acatar a solicitação, a Justiça entendeu a “supremacia do interesse público ao particular, aliado ao efetivo risco de agravamento da situação”.

Segundo a Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sepladema), em Rio Claro existem, aproximadamente, 12.800 terrenos vazios. Imóveis edificados sem uso são cerca de sete mil no município. Reclamações recebidas pela redação do Jornal Cidade denunciam o problema, sendo dois imóveis localizados a três quarteirões um do outro. Na Avenida 20, entre Ruas 7/8 e 11/12 , duas casas estão tomadas por mato, o que preocupa vizinhos com relação à sujeira e dengue.

Por sua vez, a Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro deflagrou na semana passada uma operação especial contra casas fechadas suspeitas de criadouros de dengue. Os agentes de saúde da coordenação de combate, junto com agentes sanitaristas da Vigilância Sanitária, munidos de ordem judicial, arrombaram cadeados e fechaduras. Nesta primeira fase da operação, as equipes atenderam denúncias no Cervezão, região do Sobradão, Jardim Claret, Cidade Nova e Jardim Hipódromo.

Acompanhando os dois casos citados na reportagem, o vereador Juninho da Padaria informa que serão realizadas limpezas nos imóveis em breve.

Prejuízos

De acordo com o delegado da sub-regional do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) de Rio Claro, Luiz Antonio Pecini, em recente entrevista ao Jornal Cidade, no aspecto econômico, imóveis e terrenos abandonados/ociosos prejudicam o processo de expansão imobiliária de uma cidade.

“Se o imóvel é localizado em áreas de adensamento, os problemas começam desde a segurança do entorno e estende-se até as questões de higiene e saúde. Se o imóvel é localizado em regiões de desenvolvimento urbano (zonas de expansão), geram um custo demasiadamente elevado para a municipalidade, em função da sobreposição de toda a infraestrutura necessária, tais como coleta de lixo, transporte público, escolas, redes de afastamento de esgoto e fornecimento de agua, dentre outros”, reforça o delegado.

ENTREVISTA

O secretário de manutenção e paisagismo de Rio Claro, Sergio Guilherme, participou do Jornal da Manhã, da Rádio Excelsior Jovem Pan, na manhã desta segunda-feira (23) e falou sobre este assunto para os ouvintes. Confira a entrevista na íntegra clicando no player abaixo.

Roupas e até animais mortos são encontrados na rede de esgoto

Adriel Arvolea

O descarte irregular de resíduos na rede de esgoto pode provocar entupimentos, causando transtornos para a população na forma de retorno do esgoto
O descarte irregular de resíduos na rede de esgoto pode provocar entupimentos, causando transtornos para a população na forma de retorno do esgoto

Nos últimos 12 meses (um ano) foram retirados mais de 580 mil quilos de resíduos sólidos do sistema público de esgoto operado em Rio Claro, serviço executado pela concessionária Odebrecht Ambiental. Restos de comida, cabelos, roupas, preservativos, animais mortos, bitucas de cigarro e embalagens plásticas são apenas alguns exemplos dos materiais encontrados pelas equipes na rede.

De acordo com a empresa, o descarte irregular de resíduos na rede de esgoto pode provocar entupimentos causando transtornos para a população na forma de retorno do esgoto nos imóveis e extravazamentos de esgoto pelos PVs (poços de visita) nas ruas. “A presença de resíduos, especialmente restos de comida, também, pode atrair animais para dentro das residências, muitos deles perigosos para as pessoas (baratas, ratos, aranhas e cobras)”, explica a Odebrecht.

Nas estações de tratamento de esgoto (ETEs), o efluente recebido passa por duas peneiras (uma para resíduos grosseiros e outra para resíduos finos) e uma caixa de areia. Esses sistemas servem para retirar todos os resíduos sólidos (lixo) contidos no efluente antes das etapas biológicas do tratamento. Os resíduos retirados são encaminhados para caçambas e, posteriormente, para o aterro sanitário onde ocorre a disposição final.

Problemas

A Odebrecht Ambiental ressalta que o uso incorreto da rede pública de coleta de esgoto traz transtornos à própria população que acaba sofrendo as consequências na forma de entupimentos, retornos, mau-cheiro causado pelo esgoto que não consegue fluir adequadamente e a presença de animais indesejados em suas vizinhanças, principalmente ratos e baratas. “O uso correto das redes de esgoto deve ser resultado de um esforço conjunto entre a concessionária e a população”, reforça a concessionária.

Limpeza

A empresa esclarece que executa a limpeza preventiva dos mais de 720 quilômetros de redes de esgoto de Rio Claro, atuando sempre nas áreas identificadas como mais críticas (definidas através da base de dados georeferenciada de todo o sistema de coleta de esgoto). Esta limpeza retira todos os detritos da rede de esgoto e é feita com caminhões de hidrojateamento que lavam as redes com água pressurizada. (foto em anexo)

Também, atua rotineiramente com ações educativas e informativas. Palestras sobre o tema “Lixo na Rede” são ministradas para diferentes públicos e em diversos locais do município. Mais de 90 palestras já foram ministradas atingindo cerca de quatro mil pessoas.

Vale ressaltar que a limpeza de bueiros, conhecidos como bocas de lobo, não está relacionada à rede de esgoto. Servem para canalizar as águas pluviais (água de chuva).

Vila Olinda: comunidade faz pedido de manutenção

Carine Corrêa

Moradores denunciam acúmulo de resíduos na praça e pedem mais atenção do poder público no espaço
Moradores denunciam acúmulo de resíduos na praça e pedem mais atenção do poder público no espaço

Descansar em uma praça pode ser o máximo de contato com a natureza que as pessoas que residem nos centros urbanos podem ter. É na busca desse contato que o idoso José Martins dos Santos frequenta uma das praças situadas na Vila Olinda, entre as Avenidas 62 e 66.

Morador das proximidades, ele aponta apenas alguns cuidados que poderiam ser tomados pelo poder público, enquanto responsável pela manutenção desse espaço. “Poderia ter com mais frequência o corte do mato e a poda das árvores na praça. Infelizmente com a violência, pessoas de má fé acabam se aproveitando desse descuido para praticarem alguns delitos”, disse.

Marcos Roberto Francisco também reside em frente a praça. Assim como o idoso, ele alerta para a necessidade de mais manutenção naquela área. “Na esquina também costumam amontoar lixo. Até mesmo um colchão velho descartaram na calçada. Poderiam implantar lixeiras, assim evitaria o descarte incorreto do lixo”, sugere o morador.

Maria do Carmo é outra moradora das imediações. Ela sinaliza sua preocupação com as árvores, mas no sentido de estarem comprometidas e podendo apresentar um risco a segurança de pedestres ou frequentadores da praça. “Há pouco tempo um exemplar quase caiu”, contou Maria.

A Prefeitura de Rio Claro foi consultada e por meio de sua assessoria de imprensa informou que no último sábado (14) esteve no local fazendo a limpeza. “A prefeitura retirou lixo e entulho do local e está limpando o mato em toda aquela região, incluindo a praça citada”, reforçou.

Atitudes suspeitas podem ser denunciadas à Polícia Militar através do 190. A Guarda Civil Municipal também pode ser acionada pela população através do 153.

Reforma Política pode ser votada ainda em 2015

Favari Filho

De acordo com a PM, cerca de quatro mil pessoas participaram da manifestação do dia 15 de março em Rio Claro
De acordo com a PM, cerca de quatro mil pessoas participaram da manifestação do dia 15 de março em Rio Claro

A insatisfação com o governo Dilma Rousseff e o PT – que desde o primeiro dia do segundo mandato vem desdizendo tudo o que prometeu em campanha eleitoral – devido a recentes e escandalosos casos de corrupção e a repulsa às constantes altas de preços dos produtos essenciais nos últimos meses fez com que um grupo de brasileiros marcasse previamente uma manifestação através das redes sociais para o dia 15 de março que, aliás, reuniu 1,2 milhão somente na Avenida Paulista e entrou para a história como a maior já registrada no Brasil.

Muitas bandeiras foram empunhadas na manifestação do dia 15, inclusive a do impeachment da presidente. No vácuo do encontro agendado através do Facebook por ativistas sedizentes apolíticos, outro grupo de manifestantes apoiadores do governo se adiantou e reuniu no dia 13 – dois dias antes – 12 mil pessoas, “em defesa da Petrobras”. O clamor maior era em favor da famigerada Reforma Política, que vem sendo debatida há tempos e que até pode ser um caminho, mas está longe de ser a solução do problema.

Só para lembrar, um mês depois das manifestações de 2013, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou o Manifesto da Sociedade Civil pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas no intuito de coletar assinaturas de fieis para a elaboração do projeto de iniciativa popular em prol da Reforma Política. Além da CNBB outros braços do governo constam da lista de apoiadores entre os quais a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST).

Na última terça-feira (17), outrossim, o PMDB apresentou um conjunto de propostas do partido para a Reforma Política. O documento contém as seguintes sugestões: manutenção do financiamento privado de campanhas, o fim da reeleição, a adoção do voto distrital puro – no qual vence o candidato com mais votos – o fim das coligações nas eleições proporcionais, mandatos de cinco anos para deputados, vereadores e chefes do Executivo (federal, estadual e municipal) e de dez anos para senadores.

Segundo o presidente nacional do partido e vice-presidente da República, Michel Temer, em entrevista à imprensa nacional, o projeto deve ser votado ainda este ano, pois o Congresso Nacional é o senhor absoluto da Reforma Política. Outro tema que aventa entre os deputados e que pode constar da reforma são as eleições unificadas em todo o território brasileiro, uma vez que, atualmente, há no País pleitos de dois em dois anos.

Com o intuito de trazer alguns pontos da proposta à tona, o Grupo JC ouviu os prefeitos das cidades de Rio Claro, Ipeúna, Analândia, Santa Gertrudes e Corumbataí para saber o que pensam sobre o fim da reeleição, o aumento de quatro para cinco anos de mandato e a unificação das eleições no Brasil.

O prefeito de Rio Claro, Du Altimari, defende que o calendário eleitoral permaneça intacto, pois acredita que com a mudança “a questão municipal ficaria em segundo plano, fato que não é bom para as cidades”. No que diz respeito à reeleição e ao aumento do tempo de mandato, o alcaide foi enfático: “Sou contra a reeleição e a favor do mandato de cinco anos”.

Na mesma linha, o prefeito de Ipeúna, Ildebran Prata, se posiciona contra a unificação das eleições. “Acredito que do jeito que está é melhor do que a proposta da reforma. Seria a favor da unificação, caso fosse estabelecido o voto facultativo, mas sendo obrigatório acho que o eleitor pode ter dificuldades na urna, afinal são muitas escolhas ao mesmo tempo”, pontua.

Com relação ao aumento do prazo de mandato para prefeitos e vereadores, Prata é a favor dos cinco anos. “Acho que é o tempo ideal para uma administração eficiente e eficaz em favor do desenvolvimento de um município e da melhoria da qualidade de vida da população”, completa o prefeito que exerce o sexto mandato.

O prefeito Rogério Ulson de Analândia, também é contra a unificação. “Eu sou contrário ao mandato de seis anos para unificar os processos eleitorais. As eleições municipais, estaduais e nacionais são processos diferentes. Esta iniciativa vai atrapalhar o eleitor e dificultar o debate. É muito difícil discutir problemas, projetos e soluções locais e nacionais no mesmo período”, defende Ulson.

Contrário aos anteriores, Rogério Pascon, prefeito de Santa Gertrudes é favorável à eleição unificada, contudo não acredita que haja tempo hábil para que as mudanças aconteçam ainda em 2015. “Não sei se vai dar tempo é preciso ser votado no Congresso”. Apesar disso, o prefeito também se posiciona a favor do mandato de cinco anos e ao fim da reeleição.

Da mesma forma, o prefeito de Corumbataí, Vicente Rigitano, acredita que seria uma boa medida se as eleições partilhassem a mesma data. “Acho ótima a ideia de unificação porque se gastaria menos com o processo eleitoral”, afirma. Rigitano se posicionou a favor do término da reeleição, entretanto acredita que seria melhor se os mandatos fossem sexenais. “Optaria por seis anos porque talvez os cinco não deem para fazer o que tem de ser feito e quatro é muito pouco”, finaliza.

Se a Reforma Política – que, vale lembrar, estava somente na pauta das manifestações do dia 13, uma vez que a do dia 15 foi contra o desgoverno e a corrupção – vai ou não ser aprovada ainda este ano não há como saber, porém na segunda-feira (16), um dia depois do ato contra o governo Dilma Rousseff, líderes se reuniram e marcaram nova onda de protestos para o dia 12 de abril.

Na Roça: convidados pregam união para combate à dengue

Antonio Archangelo

Durante o programa Na Roça, desse sábado (21), a epidemia de dengue foi abordada pelos médicos Alvaro Camarinha (PSDB) e Geraldo Barbosa, secretário municipal de Saúde do governo Altimari. Acusado de omissão, em relação, a prevenção da dengue em 2014, o secretário revelou que um problema burocrático prejudicou os trabalhos dos agentes de saúde na chamada visita casa a casa, no ano passado. “Por um apontamento do Tribunal de Contas, em 2013, tivemos que dispensar nossos agentes contratados por um processo seletivo. Abrimos um concurso em 2014 e contratamos novos agentes somente em agosto, e ainda tiveram mais um tempo de treinamento. As atividades de visitas casa a casa não contou com o número ideal de agentes”, citou.

“O dr. Geraldo é um homem de grande espiritualidade e trabalho de equipe, mas é vítima de agentes políticos. Os trabalhos de prevenção de dengue aconteceram, mas foram anêmicos”, ironizou Álvaro Camarinha.

Sobre o número de casos, o tucano, se baseando em declarações oficiais, estima que Rio Claro tenha cerca de 50 mil casos de dengue. “Olha se para cada doente, tem outros nove não oficiais, a cidade tem cerca de 50 mil casos de dengue”, citou Camarinha. “Temos oficialmente 5.862 casos de dengue, com nome e endereço, mas sabemos que o número é maior. Os médicos tem por obrigação, de acordo com portaria do Ministério da Saúde, notificar os casos da doença, porém alguns fatores tem prejudicado esta notificação”, lembrou o secretário de Saúde ao responder sobre a questão.

De maneira geral, os dois médicos chegaram a conclusão de que toda a sociedade deve estar mobilizada no combate à doença, com trabalho preventivo focando as crianças e que a prefeitura deve fazer a sua parte, não somente em caso de epidemia, mas limpando terrenos, praças e casas abandonadas.

25ª edição do Troféu Brasil de Triathlon tem início

Divulgação

Competidores devem disputar 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida
Competidores devem disputar 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida

O 25º Troféu Brasil de Triathlon tem início neste domingo (22), a partir das 7h30, e cerca de quinhentos competidores devem participar da primeira das seis provas previstas para a temporada 2015. A etapa de abertura, com peso 1,5 acontece em Santos, com largada e chegada na Avenida Bartolomeu de Gusmão.

Os competidores terão pela frente as distâncias olímpicas – 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida -, mas haverá também a categoria Amador Short, com metade das marcas. O evento – criado e organizado pela NA Sports – comemora o Jubileu de Prata e fará homenagens especiais para a triatleta Fernanda Keller (seis vezes campeã), para a cidade de Santos (berço do evento) e para o Jornal A Tribuna – apoiador desde a primeira edição.

O circuito terá seis provas no ano, quatro em Santos e duas em São Paulo. A programação segue da seguinte maneira: 1ª etapa (peso 1,5): dia 22/03 em São Paulo/USP; 2ª etapa (peso 1,0): dia 26/04 em São Paulo; 3ª etapa (peso 1,5): dia 28/06 em São Paulo/USP; 4ª etapa (peso 1,0): dia 20/09 em Santos; 5ª etapa (peso 1,0): dia 25/10, em Santos; e 6ª etapa (peso 2,0): dia 13/12 em Santos.

Uma das mais tradicionais competições do país, responsável pelo crescimento do esporte e surgimento de vários destaques, o Troféu Brasil de Triathlon promete mais uma edição forte e competitiva. O que há de melhor no triatlo nacional, nas categorias Amador e Profissional, estará reunido em Santos e São Paulo.

No domingo (22), a movimentação começa cedo com numeração e entrega da bicicleta. Os atletas profissionais e da categoria Amador Olímpico farão isso das 6h15 às 8h30. A largada do Amador Short será às 7h30, enquanto a do Profissional às 8h40; já a Amador Olímpico começa às 8h45. A premiação da imprensa acontece a partir das 11 horas.

O Troféu Brasil de Triathlon conta com o co-patrocínio de Gatorade, Speedo, Porto Seguro Cartões, Santa Constância; apoio da prefeitura de Santos, SEMES, CET/Santos, Hospital São Lucas, Sabesp, Colégio São José, Montevérgine e Sistema A Tribuna de Comunicação, com colaboração da 17º GB Mar, Capitânia dos Portos, SPU, Polícia Militar, Guarda Municipal, 3 Zone/Revista Eletrônica, Funf e Revista Trisport.

Carga tributária pesa no preço da gasolina

Adriel Arvolea

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Em Rio Claro, o preço do litro da gasolina nas bombas é alvo de críticas

O mercado da gasolina no Brasil, hoje, é regulamentado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Lei Federal 9.478/97 (Lei do Petróleo). Concorrendo com o Etanol Hidratado e com o GNV, a gasolina abastece cerca de 60% dos veículos de passeio no País, segundo informações da Petrobras.

O preço praticado ao consumidor é composto por três parcelas: realização do produtor ou importador, tributos e margens de comercialização. No Brasil, esta margem de comercialização equivale às margens brutas de distribuição e dos postos revendedores de gasolina.

Em Rio Claro, o preço do litro da gasolina nas bombas é alvo de críticas. O valor supera em R$ 0,10 ou mais no comparativo com cidades da região, como Limeira e Piracicaba. De acordo com a ANP, no período de 8 a 14 de março, por exemplo, no mercado local, o preço de venda oscilou entre R$ 2,999 (mínimo) e 3,399 (máximo). Já em Limeira, o máximo chega a R$ 3,299. O mais alto constatado em Piracicaba foi R$ 3,389.

Enquanto isso, em outros países, o preço do litro não chega a R$ 1. Caso da Venezuela, onde o motorista pode abastecer desembolsando apenas R$ 0,065. Isso com o dólar orçado em R$ 3,25 (cotação em 17 de março). O petróleo é o principal produto que movimenta a economia venezuelana. A Síria aparece no segundo lugar dentre os dez países com os menores preços do mundo. No país árabe cortado por oleodutos, o litro sai por apenas R$ 0,13. Na tabela ao lado, é possível conferir o preço médio da gasolina nas bombas internacionais.

De acordo com a legislação brasileira, vigora no país desde janeiro de 2002 o regime de liberdade de preços em toda a cadeia de produção, distribuição e revenda de combustíveis e derivados de petróleo. A ANP esclarece que não há qualquer tipo de tabelamento de preços, nem fixação de valores máximos e mínimos ou exigência de autorização oficial prévia para reajustes de preços dos combustíveis em qualquer etapa da comercialização.

“A ANP não fiscaliza preços de combustíveis, e sim acompanha semanalmente, por meio do Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis (www.anp.gov.br/preco/), o comportamento dos preços praticados pelas distribuidoras e postos revendedores de combustíveis”, explica a assessoria de imprensa da agência. Na hipótese de identificação de fatos que possam configurar infrações contra a ordem econômica, como cartéis e preços predatórios, a ANP comunica ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Ministério da Justiça) para a adoção das medidas cabíveis no âmbito da Lei n° 12.259/2011.

Os preços nos postos de todo o país são monitorados pela ANP por meio de pesquisas semanais. Os resultados podem ser consultados no site da Agência (www.anp.gov.br).

Elis aos 70

Adriel Arvolea

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Revelada nos festivais de música da década de 1960, ficou consagrada pelo talento e ao interpretar as canções “Madalena”

No dia 17 de março, Elis Regina Carvalho Costa completaria 70 anos. Mais conhecida como Elis Regina, a saudosa Pimentinha, apelidada por Vinícius Moraes, encantou multidões com sua voz inconfundível. A cantora de personalidade marcante imprimia nas apresentações a carga dramática necessária para emocionar o público, num misto de energia, melancolia e felicidade.
Revelada nos festivais de música da década de 1960, ficou consagrada pelo talento e ao interpretar as canções “Madalena”, “Como Nossos Pais”, “O Bêbado e a Equilibrista”, “Querelas do Brasil”. Morta em 1982, com apenas 36 anos, fez história na Música Popular Brasileira (MPB), cujo legado permanece eternizado há mais de três décadas.

Fã declarada, a cantora e professora de musicalização, Kátia Loureiro da Silva, ouviu falar de Elis quando era criança. Assistindo um programa de TV, viu uma cantora interpretando uma de suas canções. Foi, então, que buscou a versão original e se apaixonou por Elis Regina. “Recordo-me que a música era ‘Como nossos Pais’. Mesmo não tendo nascido na mesma época, para mim, Elis é uma cantora maravilhosa, técnica, audaciosa e corajosa numa sociedade onde a mulher, ainda, era muito descriminada. Ela interpretava as canções com o mesmo sentimento que os vivia. Não existe ninguém como ela”, comenta Kátia.

A também, cantora, Simone Brazil, relembra que teve conhecimento e entendimento da personalidade aos sete anos. Na sua opinião, Fascinação é inesquecível. “Não há como esquecer esta canção. A emoção que ela conseguia passar com sua voz é inesquecível. Além disso, para a MPB, é insubstituível”, explica Simone.
O que dizer da cantora e intérprete Elis Regina? Neste caso, a fã é categórica. “Talentosa, autêntica, uma intérprete que expressava a essência do ser. Elis Regina continua cantando, interpretando em nossa memória”, conclui.

Livro

Na data que marca o seu aniversário, foi lançado o livro ‘Elis Regina – Nada Será Como Antes’, que narra a vida da cantora desde seus primeiros dias em Porto Alegre, quando cantava ‘Fascinação’ ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida. Ao todo foram quatro anos de entrevistas e pesquisas em arquivos.
Escrito pelo jornalista Julio Maria, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, traz a história da maior cantora do País. Depois de dois anos em campo – durante esse tempo foram inúmeros arquivos consultados e 126 entrevistas, a maioria delas feitas pessoalmente –, Julio começou a colocar a história no papel. “Mesmo quando parei para escrever, as histórias continuavam a aparecer, e o livro ganhava novas partes de tempos em tempos. Ele ficou vivo o tempo todo”, conta.

Avaliação dos protestos é positiva na cidade

Adriel Arvolea

Protesto Rio Claro - JORNAL CIDADE
Os rio-clarenses, também, saíram às ruas na manhã do último domingo (15)

Assim como milhares de brasileiros em diversas regiões do País, os rio-clarenses, também, saíram às ruas na manhã do último domingo (15), em protesto contra o governo de Dilma Rousseff, marcado por escândalos e denúncias de corrupção. Manifestantes levaram cartazes para exibirem no trajeto que saiu de forma pacífica do Jardim Público, na Rua 3. O ato reuniu quatro mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar.

Após esse momento de reflexão, populares avaliaram a iniciativa como positiva, sendo importante para o processo democrático. Para o ajudante geral Isael Cardoso, foi uma resposta do povo diante de tanta corrupção e falsas promessas dos políticos. “O impeachment, bandeira defendida no protesto, é um caminho para a atual situação do Brasil. Outra alternativa seria o empenho de políticos honestos em defesa dos interesses do povo. Não dá mais para aguentar os escândalos do PT”, comenta Cardoso.

De acordo com José Luiz Andrade, Dilma Rousseff não teve competência de enfrentar a força dos partidos e loteou toda a administração pública. “Seria conveniente que ela renunciasse ao mandato. Aí assumiria o Temer, o qual pelo seu histórico de ‘bom articulador’, com certeza, faria um ‘loteamento’ ainda maior para garantir ‘governabilidade’. Isto posto resta como solução o fim dessa pluralidade de partidos, passando para dois ou três no máximo e voto livre. De resto, não tem muito o que fazer, infelizmente”, avalia.

Na opinião de Tatiane Basconi, houve apenas um contrassenso durante os atos: brasileiros vestindo a camiseta da seleção brasileira de futebol, que traz o logo da CBF. “Muitas pessoas nas manifestações protestaram com a camiseta da seleção. Pediam combate à corrupção. Querem um país melhor, legítimo. Apoio! Mas estampando no peito a farda da CBF, uma das instituições mais corruptas do Brasil, protagonista de inúmeros escândalos?”, observa Tatiane.

Enquanto uns defendem o fim da corrupção, outros pedem intervenção militar no Brasil. Neste sentido, Anne Kepple alerta para que haja consciência sobre as reivindicações. “Centenas de brasileiros foram mortos e milhares torturados e exilados na época do governo militar no Brasil. Pensem bem no que estão pedindo. Pode ser que seus filhos e netos sejam presos, torturados e mortos no futuro, e não terão direito nenhum – nem meios legais – para reclamar. Viva o direito ao voto”, conclui.

JC ajuda na resolução de problemas

Da Redação

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A edição do JC deste domingo (22) trouxe o antes e depois de vários locais em Rio Claro

Buracos e mato, problemas crônicos na cidade de Rio Claro. Diariamente, são rotineiras as abordagens dessas situações nas páginas do Jornal Cidade. Com o lançamento do WhatsApp da Redação JC – 19.9.9942.4100, a situação ficou mais evidente a partir das reclamações dos leitores. No diálogo com o público, manifestações, também, acontecem por meio de telefonema, via e-mail e carta. Todas as mensagens são respondidas e buscam-se respostas das autoridades competentes para a situação apresentada pelo público.

Na imagem da esquerda para direita, nota-se o buraco que atinge parcialmente a Avenida 16, no Jardim São Paulo. O caso foi publicado na coluna ‘Pela Cidade’, da jornalista Carla Hummel. Com a repercussão das condições da malha viária, a prefeitura prontamente tapou o buraco.

Já a foto central ilustra a falta de manutenção que atinge os mais diferentes pontos da cidade. Área verde, também, na Avenida 16, estava tomada por mato. Acontece que o serviço responsável roçou parcialmente o local. A reclamação foi registrada na coluna de Carla Hummel. Mais uma vez, o problema foi solucionado após a publicação.

Por último, buraco na Rua 8 com Avenida 31, Cidade Jardim, dificultava o trânsito devido à deformidade do solo. O alerta era para os riscos de acidentes, já que a água das chuvas encobria o problema e era um risco para os motociclistas. Matéria abordando o assunto resultou na resolução parcial do problema, uma vez que o serviço de tapa-buracos executado apresenta.

Segundo a diretora do Grupo JC de Comunicação, Aline Magalhães Ceron, “o Jornal Cidade participa ativamente da vida da comunidade, de Rio Claro e região, e faz questão de ajudá-la na divulgação de seus problemas e na denúncia de possíveis irregularidades, sendo um verdadeiro elo entre as cidades e seus habitantes”.

Participação

Participe, você, também. Envie sugestões, reclamações e comentários para o WhatsApp da Redação JC – 19.9.9942.4100. O objetivo é dar vez e voz à comunidade, a fim de ajudá-la na resolução de problemas junto ao poder público.

Café JC: Nível dos reservatórios deve se normalizar em até 10 anos, segundo estimativas

Adriel Arvolea

cafejc
Dra. Maria Aparecida Marin Morales, do departamento de Biologia da Unesp Rio Claro

As recentes chuvas conseguiram amenizar os efeitos da seca e trouxeram alívio para cidades paulistas com abastecimento em risco? No Dia Mundial da Água, comemorado neste domingo (22), o Café JC traz entrevista com a Professora Dra. Maria Aparecida Marin Morales, do departamento de Biologia da Unesp – Rio Claro. A especialista comenta sobre a situação dos reservatórios na região e, também, alerta para a necessidade no cumprimento de políticas públicas que garantam a qualidade da água fornecida à população.

Jornal Cidade – Neste momento, qual a situação dos rios e reservatórios de água na região de Rio Claro?

Maria Aparecida – Pelas últimas chuvas, observasse que houve um leve reabastecimento dos recursos hídricos. Digo ‘leve’ porque não é suficiente para tranquilizar enquanto recurso prioritário da vida para o ser humano, bem como em consonância com os demais organismos. Neste sentido, o homem depende de outros organismos para sobreviver. Sem água, há reflexos nos rios, na agricultura, pecuária, enfim, vivemos num sistema misto e complexo que depende essencialmente da água para a sobrevivência.

JC – Há uma estimativa para que o nível dos reservatórios/rios seja restabelecido?

Maria Aparecida – Baseado em estudos, na década de 50 ocorreu uma estiagem drástica. No entanto, os efeitos que estamos enfrentando no momento são, ainda, mais drásticos porque a necessidade por água é maior. A população cresceu, o consumo cresceu e, com isso, exigisse maior quantidade de água. Na década de 50, a situação foi normalizada em cinco anos. Agora, estimativas apontam para um período de cinco a oito anos para que o quadro seja normalizado. Isso se houver chuvas constantes.

JC – Muito se falou a respeito da reserva de água do Aquífero Guarani. O uso deste recurso seria viável para o enfrentamento da seca?

Maria Aparecida – Nós não podemos esgotar todos os recursos hídricos. Se houver escassez total de água, tudo morre. Retirar a água do Guarani seria uma solução, mas é preciso cautela. Dependendo do solo, pode ocorrer deslocamento de terra se retirada a água subterrânea. Para tanto, recomenda-se a elaboração de estudos para não comprometer o sistema de solo. É claro que se não houver outra solução, vai chegar o momento que teremos de repensar o caso.

JC – Outra opção discutida foi o reaproveitamento de água das cavas de argila. Haveria viabilidade para essa alternativa?

Maria Aparecida – Depende do tratamento que se dá para a água. É preciso conhecer o tipo de água, os contaminantes existentes e, assim, estabelecer o tratamento adequado para, posteriormente, disponibilizar o recurso à população.

JC – E se as chuvas forem cada vez mais escassas?

Maria Aparecida – Se isso perdurar, vamos ter problemas sérios. Outro problema é que não adianta ter água se não estiver condizente com a saúde. Ou seja, o que bebemos precisa ter qualidade. Desta forma, precisamos exigir alta qualidade nos tratamentos. Nossas leis ambientais são as melhores do mundo, mas não há fiscalização a contento. No Estado de São Paulo, a água é de boa qualidade, porém a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não dá conta de suas obrigações porque limita-se ao pessoal disponível.

JC – A água que chega até nossas casas é de qualidade?

Maria Aparecida – De maneira geral, essa água é de boa qualidade. Não fiz análises, mas dos parceiros e colegas que realizam esse tipo de trabalho, a informação que nos chega é que há qualidade, sim. Às vezes, observa-se um cheiro forte na água da torneira. E isso é de cloração. Acredito que isso requer clorear a água para eliminar os agentes patológicos que possam comprometem a qualidade e a saúde do consumidor.

JC – Diante da estiagem, a classe política ‘acordou’ para o problema?

Maria Aparecida – Não estou vendo grandes ações. Restrição hídrica ou racionamento: qual a diferença? Faltou gerenciamento. Se falarmos em questões públicas, está faltando muito para a água. Consequentemente, não sei no que acreditar. Nós vamos, sim, aprender com tudo isso. Pode ser uma experiência boa para repensarmos a questão.

JC – Como a população e o governo devem colaborar para o enfrentamento da estiagem?

Maria Aparecida – Uma torneira fechada durante a escovação dos dentes e ensaboar-se com o chuveiro fechado são medidas que cada um de nós pode colaborar. Já o governo pensa em construir reservatórios municipais. Mas não podemos pensar na escassez como um evento único, e sim na poluição dos recursos hídricos, o que chega até essas águas. Lixo, odor, cores fortes e outras substâncias são encontradas nas águas dos rios. Para combater isso, as exigências ambientais deveriam passar por maior rigor de resposta. Os órgãos ambientais deveriam exigir mais tratamentos eficientes com multas severas. Com isso, haverá a melhora da qualidade da água. Precisamos agir agora.

Dia Mundial da Água: conscientização e reflexão

Vivian Guilherme

Enfrentando problemas com o abastecimento desde a metade do ano passado, Cordeirópolis continua com rodízio de água e, apesar das chuvas dos últimos dias, o momento ainda requer o uso consciente deste bem natural.
Enfrentando problemas com o abastecimento desde a metade do ano passado, Cordeirópolis continua com rodízio de água e, apesar das chuvas dos últimos dias, o momento ainda requer o uso consciente deste bem natural.

Neste domingo (22) é comemorado o Dia Mundial da Água. A data ganha ainda mais atenção neste ano após grave crise hídrica enfrentada pelo País.

A professora doutora do departamento de Biologia da Unesp RC, Maria Aparecida Marin Morales, comenta que as recentes chuvas na região garantiram um reabastecimento leve dos reservatórios e rios. “Eu digo leve porque, na verdade, não é suficiente para que a gente possa se tranquilizar na questão da água como recurso prioritário da vida”, explica.

A professora lembra que a água também tem uma grande importância para o ecossistema, do qual dependem outros animais e vegetais. “Vivemos em um sistema complexo e para ter saúde é preciso tudo ir bem”, aponta Morales.

Segundo informações da professora, a estimativa é de que seja necessário de oito a dez anos, com chuvas constantes, para que os recursos hídricos retornem à normalidade. “Outra estiagem semelhante aconteceu somente na década de 50 e levou cinco anos para recuperar”, diz a professora que lembra que hoje, a necessidade de água é muito maior do que em décadas anteriores.

CORDEIRÓPOLIS

Apesar do grande volume de chuvas na região nos últimos dias, o período é ainda de atenção, principalmente, em Cordeirópolis. O município mais prejudicado com a falta de água, por não contar com rios para abastecimento, a cidade segue com racionamento.

Segundo o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Cordeirópolis (SAAE), Giovane Genezelli, a cidade tem diversas nascentes, mas com baixa vazão, que não permitem a captação, por isso “a administração vem tomando providências e buscando outras formas de captação”, aponta Genezelli.

O presidente da autarquia conta que, atualmente, o município segue captando fontes alternativas, como a Represa do Barro Preto e captando água no córrego do Ibicaba. Ainda, está em andamento o licenciamento ambiental da nova represa. Sobre a captação na Represa de Cascalho, Genezelli cita que está sendo evitada a retirada de água do local. “Não queremos mexer em Cascalho, porque a represa ainda não se recuperou totalmente”, pontua o presidente, que cita ainda a importância do uso consciente da água.

Jornal Cidade RC
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