Enfrentando problemas com o abastecimento desde a metade do ano passado, Cordeirópolis continua com rodízio de água e, apesar das chuvas dos últimos dias, o momento ainda requer o uso consciente deste bem natural.

Vivian Guilherme

Enfrentando problemas com o abastecimento desde a metade do ano passado, Cordeirópolis continua com rodízio de água e, apesar das chuvas dos últimos dias, o momento ainda requer o uso consciente deste bem natural.
Enfrentando problemas com o abastecimento desde a metade do ano passado, Cordeirópolis continua com rodízio de água e, apesar das chuvas dos últimos dias, o momento ainda requer o uso consciente deste bem natural.

Neste domingo (22) é comemorado o Dia Mundial da Água. A data ganha ainda mais atenção neste ano após grave crise hídrica enfrentada pelo País.

A professora doutora do departamento de Biologia da Unesp RC, Maria Aparecida Marin Morales, comenta que as recentes chuvas na região garantiram um reabastecimento leve dos reservatórios e rios. “Eu digo leve porque, na verdade, não é suficiente para que a gente possa se tranquilizar na questão da água como recurso prioritário da vida”, explica.

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A professora lembra que a água também tem uma grande importância para o ecossistema, do qual dependem outros animais e vegetais. “Vivemos em um sistema complexo e para ter saúde é preciso tudo ir bem”, aponta Morales.

Segundo informações da professora, a estimativa é de que seja necessário de oito a dez anos, com chuvas constantes, para que os recursos hídricos retornem à normalidade. “Outra estiagem semelhante aconteceu somente na década de 50 e levou cinco anos para recuperar”, diz a professora que lembra que hoje, a necessidade de água é muito maior do que em décadas anteriores.

CORDEIRÓPOLIS

Apesar do grande volume de chuvas na região nos últimos dias, o período é ainda de atenção, principalmente, em Cordeirópolis. O município mais prejudicado com a falta de água, por não contar com rios para abastecimento, a cidade segue com racionamento.

Segundo o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Cordeirópolis (SAAE), Giovane Genezelli, a cidade tem diversas nascentes, mas com baixa vazão, que não permitem a captação, por isso “a administração vem tomando providências e buscando outras formas de captação”, aponta Genezelli.

O presidente da autarquia conta que, atualmente, o município segue captando fontes alternativas, como a Represa do Barro Preto e captando água no córrego do Ibicaba. Ainda, está em andamento o licenciamento ambiental da nova represa. Sobre a captação na Represa de Cascalho, Genezelli cita que está sendo evitada a retirada de água do local. “Não queremos mexer em Cascalho, porque a represa ainda não se recuperou totalmente”, pontua o presidente, que cita ainda a importância do uso consciente da água.

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