O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o GP de Interlagos fará parte do calendário da F-1 em 2020.
“Para este ano está confirmada a Fórmula 1. O autódromo está preparado para receber, evidentemente dentro dos protocolos de saúde, e os organizadores já sabem. Nós temos um contrato. Em relação a este ano, o contrato tem que ser cumprido. Temos que deixar isso claro, de parte a parte. A nossa posição é que o contrato será cumprido”, afirmou em entrevista coletiva.
A categoria iniciou sua temporada no último fim de semana, na Áustria, sem público e sob um rígido protocolo sanitário. O país europeu receberá mais uma prova neste fim de semana. Depois, outros oito GPs estão garantidos no calendário, mas o do Brasil não é um deles. Nesta sexta, a F-1 incluiu Mugello (Itália) e Sochi (Rússia) na lista de corridas confirmadas.
Na semana passada, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que, com base em suas conversas com o CEO da categoria, Chase Carey, achava muito improvável a competição sair do circuito Europa/Ásia e ir para a América neste ano.
Ainda assim, o prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), também exibiu otimismo.
“A gente está mostrando que os números da cidade não correspondem à realidade que a gente está vendo no Brasil como um todo, que são os números que acabam sendo divulgados no exterior. A gente espera que eles compreendam que aqui na cidade não há nenhum risco na realização da prova em novembro”, disse.
A data original do GP de Interlagos era o dia 15 de novembro. Além da discussão sobre 2020, o futuro da prova é incerto, já que o contrato de São Paulo com a F-1 termina neste ano. A cidade negocia a renovação, mas também enfrenta a concorrência do Rio de Janeiro, que pretende construir um autódromo novo na região de Deodoro.
“Seguimos conversando com a Liberty Media [empresa que controla a categoria] para a possibilidade de renovação do contrato. Não há confirmação. Aqui temos um autódromo pronto, consagrado, tido como um dos cinco melhores do mundo. Nada contra o Rio de Janeiro, mas não faz sentido um gasto de R$ 1 bilhão para construir um autódromo em uma área que não tem aprovação ambiental em um momento de pandemia com escassez de recursos”, afirmou Doria.

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