Em comparação mundial, o Brasil possui a pior qualidade das rodovias dos países da América do Sul, com nota 2,8.

Vivian Guilherme

Em comparação mundial, o Brasil possui a pior qualidade das rodovias dos países da América do Sul, com nota 2,8.
Em comparação mundial, o Brasil possui a pior qualidade das rodovias dos países da América do Sul, com nota 2,8.

Foi divulgado nessa quinta-feira (16), a Pesquisa CNT de Rodovias 2014. O estudo avaliou verificou 96.714 km durante 30 dias de coleta em campo. Foram avaliados aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria da via, o que permite a classificação dos trechos como ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. Os resultados são apresentados por tipo de gestão (pública ou concedida), de rodovia (federais ou estaduais), por região e por unidade da Federação.

Segundo o relatório, as principais rodovias que atendem a região de Rio Claro, a SP-191 e a SP-310 ( Rod. Washington Luis) foram consideradas boa e ótima. A SP-191, que passa por Rio Claro, Ipeúna e Araras recebeu ‘bom’ para o pavimento, ‘ótimo’ para sinalização e ‘bom’ para geometria da pista, foram avaliados 72 quilômetros de rodovia. Já a SP-310, Washington Luis, em específico o trecho que passa por Rio Claro, São Carlos, Araraquara etc, teve avaliação geral ‘ótimo’, com o mesmo índice para pavimento e sinalização, enquanto a geometria da pista foi considerada ‘bom’, foram pesquisados 78 quilômetros de pista.

Os índices da região, de forma geral, são positivos se comparados com a avaliação nacional da CNT, onde quase metade dos 98.475 km de rodovias avaliadas, apresenta algum tipo de deficiência no pavimento. Conforme o levantamento, 49,9% dos trechos foram classificados como regulares, ruins ou péssimos, o equivalente a 49.120 km. O total de trechos críticos (ruins + péssimos) chega a 13.017 km de rodovias. Apesar dos problemas, em 96,1% dos trechos a pesquisa indica que o motorista não se vê obrigado a reduzir a velocidade em razão das falhas. Os técnicos consideraram, na avaliação, a condição da superfície, a velocidade possível de ser atingida e também acostamento.

Quanto à superfície do pavimento, o asfalto está desgastado em 43.991 km. Em 18.791 km há trincas ou remendos na malha e, em outros 3.275 km de rodovias, o que prejudica as viagens são afundamentos, ondulações e buracos. Os governos estaduais apresentam mais dificuldades em manter o pavimento em condições adequadas para os usuários. Conforme a Pesquisa CNT de Rodovias 2014, em 65,3% dos 32.305 km de trechos estaduais avaliados há problemas. Desses, 44,2% foram considerados regulares, 15,3% ruins e 5,8% péssimos. As rodovias sob gestão dos estados consideradas ótimas ou boas somam apenas 34,7%.

Segundo avaliação, rodovias da região sudeste estão – em sua maioria – em estado regular, bom e ótimo. Enquanto que, as rodovias do Estado Estado de São Paulo foram categorizadas, em maior parte, como ótimas. Em comparação mundial, o Brasil possui a pior qualidade das rodovias dos países da América do Sul, com nota 2,8. O melhor da América Latina é o Chile, com nota 5,1, seguido do Suriname, Uruguai, Bolívia, Peru e Argentina.