Favari Filho

No início do mês de agosto, a prefeitura da Cidade Azul reduziu a carga horária dos funcionários da administração no intuito de diminuir os gastos e conter a crise que toma o País.

Desde a última segunda-feira (17), os seis ecopontos da Cidade Azul também começaram a funcionar em novo horário
Desde a última segunda-feira (17), os seis ecopontos da Cidade Azul também começaram a funcionar em novo horário

A medida, instalada em boa hora, reflete os ajustes que estão tendo de ser tomados em diversos setores da sociedade, inclusive na esfera pública, para manter a economia razoavelmente estável. Porém, qual a expectativa de economia – em termos reais, ou seja, em porcentagem de alívio na receita – com a mudança de horário e redução dos custos com horas extras, energia e materiais, por exemplo?

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O Jornal Cidade ouviu o secretário municipal de Economia e Finanças, Japyr de Andrade Pimentel Porto, que estimou que a redução com custo de energia elétrica, que uma das maiores despesas da administração, pode chegar em torno dos 20%.

“Vale ressaltar que esta redução de custos não representa alívio na receita, e sim nas despesas”, elucidou Pimentel. Quanto ao maior montante economizado com a nova medida, o secretário aponta para a manutenção e outros custos “como hora extra, insumos, combustível e materiais de expediente, com aproximadamente 25% de redução”. Com relação ao prazo de duração dos ajustes econômicos implantados, informa que “as medidas são temporárias e válidas até o dia 31 de janeiro de 2016, podendo ser revistas”.

SOBRE O FATO

Quando a medida foi anunciada na segunda quinzena do mês de julho, o chefe do Executivo Du Altimari (PMDB) enfatizou que a decisão minimizaria também os efeitos da crise econômica na Prefeitura Municipal. “Queremos garantir a normalidade nos serviços oferecidos à comunidade, manter o emprego e o pagamento dos salários dos servidores”, afirmou em nota à imprensa.

Já na primeira semana do mês de agosto, o JC ouviu o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal, Tu Reginato, que esclareceu que havia uma pequena parcela dos servidores que aceitou bem a nova medida, principalmente aqueles que não realizavam horas extras, contudo a grande maioria, segundo Reginato, saiu prejudicada, porque desfrutava de um padrão de vida diferenciado em decorrência da renda complementar.

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