As monitoras do Museu, Mariana Cecchetti e Sabrina Nunes, monitoram as visitas e fazem as explicações históricas no local

Acervo do Museu Amador Bueno da Veiga em Rio Claro preserva armas, documentos e objetos que contam a história do conflito e da participação local

No feriado estadual de 9 de Julho, que marca os 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, o Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga, em Rio Claro, mantém viva a memória da participação do município no conflito. Seu acervo é formado por armas, documentos, objetos pessoais e peças doadas por famílias rio-clarenses e de outras cidades paulistas.

Uma sala dedicada à Revolução Constitucionalista reúne materiais que ajudam a contar a história do movimento ocorrido em 1932, quando o Estado de São Paulo se insurgiu contra o governo de Getúlio Vargas. Rio Claro teve participação expressiva no conflito, enviando centenas de soldados para o front e também servindo como local de treinamento de combatentes, por isso preserva um espaço específico sobre o tema no Museu.

Acervo da Revolução de 1932 – Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga – Rio Claro

Grande parte do acervo é composta por objetos doados pelo Governo do Estado de São Paulo e também por famílias de ex-combatentes da cidade. Entre as peças estão armas de fogo, granadas, facas, medalhas, documentos, certificados, fotografias e objetos utilizados durante a guerra, como marmiteiras, canetas de ferro e bolsas para medicamentos.


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Acervo da Revolução de 1932 – Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga – Rio Claro

Certificado de contribuição e memória dos combatentes

Um dos destaques é um certificado entregue às pessoas que contribuíram com a campanha de arrecadação de ouro promovida durante a revolução. Na época, moradores que não podiam participar diretamente do conflito eram incentivados a doar alianças, joias e outros bens para financiar o esforço de guerra, recebendo um documento em reconhecimento pela contribuição.

O espaço também preserva a memória dos rio-clarenses mortos no conflito: Othoniel Marques Teixeira, Benedicto Carlos Brunini e Domingos Massulo. Outro ambiente reproduz uma trincheira utilizada durante a guerra, com diversos equipamentos originais empregados pelos combatentes.

Acervo da Revolução de 1932 – Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga – Rio Claro

Entre os objetos preservados está ainda a chamada “matraca”, instrumento que produzia um som semelhante ao de uma metralhadora e era utilizado como estratégia psicológica para simular maior poder de fogo das tropas paulistas diante das forças federais, numericamente superiores. A exposição também apresenta cartazes de propaganda produzidos durante o movimento constitucionalista, utilizados para incentivar a população a participar da campanha.

Participação feminina e Legião Negra

Outros núcleos da mostra destacam a participação da Legião Negra, sobre a população negra no combate, e das mulheres na Revolução Constitucionalista. O Museu Histórico de Rio Claro fica localizado na Avenida 2, esquina da Rua 7, no Centro.

Acervo da Revolução de 1932 – Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga – Rio Claro