Moradores estão ‘ilhados’ após obras em rodovia

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Lucas Calore

População que mora em condomínio e que não possui veículo sofre para sair do local
População que mora em condomínio e que não possui veículo sofre para sair do local

Moradores do Condomínio Residencial Vila do Horto, que fica após a Vila Paulista, na Rodovia Constante Peruchi (SP-316), estão passando por problemas por conta da duplicação da via. O empreendimento contempla 704 apartamentos.

O trecho que compreende parte do acesso ao condomínio foi alterado recentemente pela empresa responsável pelas obras. O acostamento que existia foi retirado, assim como uma passagem usada pelos pedestres.

Risco de morte

O resultado é que agora os pedestres não têm mais um local para usar com segurança. De acordo com o subsíndico Rodrigo Gandolfi, os moradores que não possuem veículo e dependem de ônibus estão tendo que andar pela rodovia, que é bastante movimentada, para poder atravessá-la e chegar ao ponto do transporte coletivo.

Edneia Custódio, diarista, trabalha há seis meses em um apartamento onde faz faxinas duas vezes por semana. Ela está usando uma vara de bambu para se apoiar ao subir e descer um barranco tomado pelo barro para ter acesso ao condomínio. “Tem que pensar na gente”, diz.

O subsíndico revelou ainda que muitas crianças não estando indo para a escola pela falta de passagem no trecho. “A duplicação vai ajudar muito, mas não estão pensando nos pedestres. Nós não sabemos quando isso vai melhorar”, desabafa.

Moradores do condomínio residencial Vila do Horto estão sem acesso disponível para pedestres
Moradores do condomínio residencial Vila do Horto estão sem acesso disponível para pedestres

O que diz o DER

Em nota encaminhada à reportagem, o Departamento de Estradas de Rodagem informou que a empresa Conter, responsável pelos serviços, começou a construir um dispositivo em nível para acesso ao Condomínio Vila do Horto.

“A inclusão dessa rotatória e os eventuais impactos dos serviços foram apresentados aos moradores do local, que estão cientes da programação das obras”, diz a nota. Em função das fortes chuvas que atingiram a região, os serviços de terraplenagem não puderam ser concluídos. Assim que as chuvas cessarem, as obras neste ponto serão executadas.

O DER solicitará à empresa Conter uma avaliação do local para que os impactos dos serviços sejam minimizados e a vida dos moradores seja retomada ao normal.

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