Ednéia Silva

A agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de Rio Claro é alvo de crítica por parte dos usuários. Eles reclamam da falta de estrutura no posto, que carece de funcionários para atender à crescente demanda por serviços da Previdência Social. O resultado disso é a formação de filas e longas horas de espera por atendimento até mesmo no setor preferencial.

O enfermeiro Silvio Santana esteve na agência na quarta-feira (26) acompanhando seu paciente Elizardo Zumpano, que é cadeirante. Eles queriam obter informações sobre o pagamento de benefício. Mesmo com senha preferencial, foram mais de duas horas de espera pelo atendimento, que foi agilizado depois que o enfermeiro começou a reclamar da demora.

Santana se queixa da falta de funcionários. “Há 17 guichês de atendimento e nem 30% funcionam. Têm apenas quatro ou cinco pessoas atendendo”, declara. “Por que não tem pessoas em todas as cabines?”, pergunta. Para ele, é preciso melhorar a estrutura da agência, que é falha e não acompanhou o crescimento da cidade.

Reclamação similar foi feita por Sérgio Godoy, que foi até a agência em busca de informações e também esperou mais de duas horas para consegui-las. Segundo ele, Rio Claro cresceu e a estrutura permaneceu a mesma, com poucas alterações. O usuário sugere que seja criado um serviço de triagem na agência para estabelecer prioridades, esclarecer dúvidas e orientar sobre o procedimento correto em cada caso.

Uma senhora que não quis se identificar foi até a agência fazer perícia médica. Com derrame articular no joelho, ela pleiteia o pagamento de benefício. Mesmo com dores, ela esperou mais de duas horas por atendimento. A consulta estava marcada para 10h20, pediram para chegar com uma hora de antecedência, mas ela só foi atendida por volta das 11h20. “É desumano o que eles fazem com a gente”, disse.

Em nota, a assessoria de imprensa do INSS informou que a agência local atende uma média de 380 pessoas por dia e conta com 32 servidores. Segundo o órgão, são feitos vários tipos de atendimento, como perícias médicas, pessoas com hora marcada e aquelas que procuram a agência sem agendamento, mas são atendidas mesmo tendo de esperar.

Sobre os guichês vazios, a assessoria explica que os funcionários atendem em dois turnos de seis horas cada, por isso alguns ficam vagos em um dos períodos (de manhã e à tarde). No momento não há previsão de novas contratações, que teriam que ser feitas através de concurso autorizado pelo governo federal.

O INSS destaca ainda que o movimento na agência é maior de manhã, o que eleva o tempo de espera. Quando o posto abre, entram todos os segurados, com ou sem horário marcado. Algumas pessoas chegam mais cedo por morarem longe e outras procuram a agência sem agendar atendimento em busca de informação.

A assessoria reforça que o INSS tem outros canais de atendimento, como o telefone 135 e o site www.previdencia.gov.br, em que o segurado pode obter informações, realizar serviços e agendar dia e hora para atendimento nas agências.