Protesto de alunos e professores realizado na sexta-feira (20) em Cordeirópolis

Ednéia Silva

Protesto de alunos e professores realizado na sexta-feira (20) em Cordeirópolis
Protesto de alunos e professores realizado na sexta-feira (20) em Cordeirópolis

A greve dos professores da rede estadual de ensino vai aos poucos aumentando a adesão nos municípios da região. Em Rio Claro, tinham 23 docentes parados até esta segunda-feira (23), segundo dados fornecidos pela Apeoesp. Na subsede de Limeira, 25% da categoria está em greve segundo a entidade.

O coordenador da Apeoesp de Limeira, Edivaldo Mendes, explica que o comando de greve está percorrendo as escolas para conversar, explicar e orientar os professores sobre o movimento. A ideia é aumentar a adesão nas 33 escolas estaduais. Na sexta-feira (20), alunos e professores fizeram um protesto em Cordeirópolis em defesa da paralisação. Uma nova manifestação está sendo organizada para quarta-feira (25) em Limeira.

Em Rio Claro, a greve começou com dois professores e agora soma 23. O diretor da Apeoesp de Rio Claro, Ademar de Assis Camelo, comenta que os grevistas estão distribuídos nas 20 escolas estaduais do município. Somente na Escola Joaquim Ribeiro, seis aderiram à paralisação. O diretor informa que foi formado um comando de greve composto por 11 professores. Esse grupo está visitando as unidades de ensino para esclarecer dúvidas e tentar ampliar a participação.

Ademar e Mendes destacam que no estado a greve está forte com adesão de 137 mil dos 236 mil professores da rede estadual, o que representa 59% da categoria. Na assembleia geral de sexta-feira (20), a Apeoesp contou com a participação de 40 mil pessoas.

Uma nova assembleia foi marcada para sexta-feira (27), a partir das 14 horas, no vão livre do Masp em São Paulo. Antes disso, na quinta-feira (26), será feita vigília em frente ao prédio da Secretaria de Estado da Educação, na Praça da República, para exigir a abertura de negociações. Nas redes sociais está sendo veiculado convite para uma manifestação às 12 horas no Jardim Público em Rio Claro.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação disse que entre os dias 13 e 19 de março, a média de comparecimento dos professores nas escolas foi de 96% e apenas 4% de faltas. “Mais uma vez os professores mostraram seu compromisso com o ensino e compareceram às salas de aula. O direito de paralisação é legítimo, mas não pode se sobrepor ao direto inalienável de aprender dos mais de 4 milhões de estudantes”, destacou.

A secretaria pede aos pais que continuem levando seus filhos às escolas pois as faltas de professores estão sendo repostas. A pasta salientou ainda que nos últimos quatro anos a categoria ganhou um aumento cumulativo de 45% “e alçou o piso salarial paulista a patamar 26% maior do que o nacional”. Além disso, os professores podem receber reajuste salarial anual de 10,5% por meio da valorização pelo mérito e bônus anual pela melhoria do ensino nas escolas.

A categoria pede reajuste de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior, entre outras reivindicações.