Com reconhecimento em livro nacional, projeto do Geoparque Corumbataí entra em fase de convênios com prefeituras e planeja submissão oficial à UNESCO para 2027

O Geoparque Corumbataí consolidou sua relevância no cenário científico brasileiro ao ser tema de um capítulo dedicado no livro “Geopatrimônio em Geoparques do Brasil”. A publicação, que destaca apenas seis áreas já reconhecidas e projetos maduros entre mais de 30 iniciativas no país, coloca a região em evidência nacional e internacional.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o Prof. Dr. Alexandre Perinotto, da Unesp, explicou que o projeto é considerado um dos mais avançados do Brasil. “Temos ouvido que, dos projetos brasileiros, o nosso é o que está mais avançado para ser enviado para a UNESCO”, afirmou o professor.

Livro “Geopatrimônio em Geoparques do Brasil”

Gestão profissional e apoio do Governo Estadual

Para conquistar o selo da UNESCO, o Geoparque Corumbataí precisa cumprir quase 50 requisitos técnicos, incluindo a criação de uma entidade gestora. A Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp) foi escolhida para essa função, garantindo a personalidade jurídica necessária para o projeto.

Atualmente, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação coordena a fase de convênios com as nove prefeituras da Bacia do Corumbataí. Cada município contribuirá com uma cota mensal para manter a estrutura, que contará obrigatoriamente com um geocientista, um coordenador e um turismólogo.

Professor e pesquisador da Unesp, Alexandre Perinotto

Cronograma e benefícios para a região

O cronograma atual prevê que o trabalho de estruturação siga ao longo de 2026, com o envio do dossiê oficial à UNESCO em 2027. Se aprovado após a visita dos delegados internacionais, o Geoparque Corumbataí poderá se tornar, em 2029, o primeiro Geoparque Mundial da UNESCO no Estado de São Paulo.

Além da preservação geológica, o título traz benefícios práticos para a comunidade, como a melhoria na educação, geração de renda e fortalecimento do turismo sustentável. O projeto atende a pelo menos nove dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda ONU 2030.