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Reeducandas do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro (CRF) estão tendo a oportunidade de desenvolver uma atividade gratificante: o serviço voluntário. Na quarta-feira (2) o Fundo Social de Solidariedade de Rio Claro entregou ao CRF três máquinas de costura industrial para a confecção de perucas, que serão doadas a pessoas em tratamento contra o câncer.

“Ao mesmo tempo que nos solidarizamos com quem luta contra o câncer, proporcionamos às reeducandas a possibilidade de se envolverem neste trabalho tão gratificante”, afirma Paula Silveira Costa, presidente do Fundo Social.

“É uma experiência inédita aqui no CRF, poder proporcionar que as reeducandas desenvolvam trabalho voluntário”, observa a diretora Maura Batista da Cruz Paschoal.

Com o trabalho, as reeducandas terão a possibilidade de ter redução na pena e também de se envolverem em uma causa social, o que foi viabilizado em parceria com o grupo Mais Vida.  O grupo será responsável pelo treinamento direcionado às mulheres e também pela destinação das perucas, encaminhadas ao Grupo de Apoio à Criança com Câncer e à Rede Rio-clarense de Combate ao Câncer.

“O diagnóstico do câncer é sempre um momento muito delicado e a perda dos cabelos é um agravante, que deixa, especialmente a mulher, ainda mais vulnerável emocionalmente”, ressalta Luciana Bellagamba, membro do Conselho Deliberativo do Fundo Social e integrante do grupo Mais Vida.

Para amenizar o sofrimento de quem enfrenta a perda dos cabelos, o grupo Mais Vida já desenvolve o trabalho de confecção de perucas, que agora tem o reforço das reeducandas. “A confecção das perucas requer envolvimento e percebemos a empolgação que despertou nas reeducandas, principalmente por conta da causa que atende”, observa Luciana Sartori Santos, membro do Mais Vida.

Neste primeiro momento três reeducandas que já têm experiência com costura vão passar por treinamento para aprenderem as técnicas da confecção de perucas. “Posteriormente estas reeducandas vão transmitir para as demais interessadas em participar do trabalho o conhecimento adquirido”, explica Giuliana Mathias, diretora do núcleo de Segurança e Disciplina. O trabalho voluntário será no período de folga, já que todas desempenham outras atividades.

Para quem já trabalhou com costura a máquina não é novidade, mas a matéria-prima utilizada e o produto a ser confeccionado representam um desafio. “Nunca imaginei que algum dia fosse fazer perucas, mas me motiva muito saber que estou ajudando alguém”, diz Antonia (nome fictício). No caso de Ana (nome fictício), ter um familiar em tratamento contra o câncer lhe fez conhecer melhor as dificuldades de quem enfrenta a doença. “Será um trabalho muito gratificante”, afirma. O mesmo sentimento é compartilhado por Joana (nome fictício). “Eu gosto muito de costurar e com certeza vamos fazer essas perucas com muito capricho e carinho”, observa.

Doações de cabelos são recebidas na Rede Rio-clarense de Combate ao Câncer e Gaac. Para serem doados os cabelos devem ser amarrados antes do corte e deixados secar naturalmente para não embaraçar. A parte a ser doada deve ter pelo menos 20 centímetros.

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