Filme tem distribuição cancelada e ator se manifesta contra presidente

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A Universal Pictures desistiu de lançar no Brasil o filme Boy Erased, que já tinha ganho o subtítulo Uma Verdade Anulada.

O filme conta a história de um jovem (Lucas Hedges), filho de um casal de pastores evangélicos (Nicole Kidman e Russel Crowe), que é obrigado a frequentar as chamadas “terapias de conversão” a fim de “curar” sua homossexualidade.

A distribuidora alegou que a desistência se deve unicamente a questões comerciais – o filme não daria retorno financeiro satisfatório.

Porém, um dos atores do filme, Kevin McHale, publicou um tweet em que afirma que o filme está “banido” no Brasil e responsabilizando a postura conservadora do presidente Jair Bolsonaro pelo cancelamento.

“#BoyErased – ‘Queridos brasileiros, Boy Erased acabou de ser banido no Brasil. Seu presidente está CENSURANDO conteúdo LGBT+. – Banir um filme sobre os perigos do conservadorismo é PERIGOSO! Bolsonaro é uma ameaça as vidas dos LGBT+. Amo o Brasil e vou lutar com vocês”, escreveu McHale. Depois dessa afirmação, a distribuidora divulgou que o motivo era puramente comercial.

O autor do livro que deu origem ao livro, Garrard Conley, seguiu a mesma linha, mesmo que não tenha citado o presidente brasileiro: “Boy Erased censurado no Brasil. Eu senti que isso iria acontecer e é muito triste que esse tipo de coisa esteja acontecendo em um país maravilhoso”, tuitou.

Após as afirmações, Bolsonaro também usou o Twitter para se manifestar: “Fui informado de que um ator americano está me acusando de censurar seu filme no Brasil. Mentira! Tenho mais o que fazer. Boa noite a todos”.

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