O alpinista e escalador Rodrigo Chaddad Raineri, de 55 anos, faleceu nesta sexta-feira (5) após um acidente de parapente no Paquistão, na segunda maior montanha do mundo, no chamado K2, naquele país. Morador da cidade de São Pedro, na região, Ranieri estudou em Rio Claro quando jovem, no colégio Koelle – informação confirmada pela unidade escolar ao JC. O fato se deu nos anos 1980.

Raineri nasceu na cidade de Ibitinga (SP) e era casado. Ele também deixa, além da viúva, um filho de 22 anos de idade. O rio-clarense Eduardo Casagrande, que semanas atrás se tornou o 41º brasileiro a chegar ao topo do Monte Everest, destacou o grande profissionalismo de Raineri. A sua morte está sendo repercutida internacionalmente.

“Ele é um dos ícones aqui no Brasil, referência para todos os montanhistas. Ele fez três vezes o Everest, era extremamente experiente. Ele ajudou a fundar a única empresa brasileira que leva brasileiros para o Everest, e que me levou até lá. É uma perda muito grande. Ele era extraordinário como pessoa também, nos conhecemos em Campinas. É uma fatalidade. Temos que estar preparados para isso também”, comentou Casagrande ao JC.

O ACIDENTE

Segundo informações da imprensa nacional e internacional, o montanhista é o quarto estrangeiro a morrer naquela região paquistanesa nos últimos 30 dias. Ele estava numa expedição de sete pessoas que retornavam à base do K2 e decidiu descer de parapente. O paraquedas teria se rompido, causando o trágico acidente, conforme informou a agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP).

Ele tinha uma experiência de três décadas com o esporte e é autor dos livros “No Teto do Mundo” e “Imagens do Teto do Mundo”. O corpo de Rodrigo Raineri foi recuperado após o acidente desta sexta-feira (5) e será repatriado para ser removido de volta ao Brasil.

EXPERIENTE

Empresário, formado em engenharia pela Unicamp, e ex-professor de pós-graduação do Senac, Raineri realizou quatro expedições (em 2005, 2006, 2008 e 2011) para alcançar o cume do monte Everest, a 8.848 metros de altitude. Conseguiu em três vezes, sendo que somente em 2011, foi o primeiro brasileiro a escalar duas vezes, com sucesso, a mesma face do Everest. Liderou 11 expedições ao Aconcágua, chegando ao cume por seis vezes.

Em 2009, incorporou o parapente nos seus projetos: desceu voando após escalar o Mont Blanc, a maior montanha dos Alpes. Ministra palestras e treinamentos comportamentais, relacionando suas expedições com o mundo corporativo. Trabalhava, desde 1994, com esportes de aventura e segurança do trabalho em altura na Grade6, em Campinas.

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