Dissídio será julgado após audiência sem conciliação

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Antonio Archangelo

Terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada nessa terça-feira (5) entre a Prefeitura de Rio Claro e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Rio Claro (Sindmuni) no Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com a assessoria do tribunal, o “Dissídio Coletivo de Greve” será distribuido para órgão especial ainda esta semana. “O órgão especial é uma reunião com os desembargadores mais antigos para analisar a questão”, disse por telefone o assessor da corte.

O presidente do Sindmuni, Antonio Fernando David Reginato (Tu Reginato) relatou, ao Jornal Cidade, que o prefeito Du Altimari teria comparecido à reunião com pelo menos 15 pessoas representando a Prefeitura, Arquivo Público, Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae), dentre outros.

“Foi mais ou menos uma hora de reunião. Não teve acordo. O sindicato fez três propostas e o desembargador outra. Todas foram rejeitadas pelo prefeito. A proposta do desembargador consistia no pagamento retroativo do reajuste de 6,41% aprovados pela Câmara desde janeiro até o presente momento, assim como foi feito com o reajuste dos subsídios dos vereadores e secretários. A primeira (proposta) do sindicato dava possibilidade do prefeito diluir esta diferença; uma outra proposta era de dividir a diferença; a terceira de incorporar a diferença do salário. A audiência foi infrutífera. Não temos expectativa de quando acontecerá a audiência” disse Reginato..

O processo, em segunda instância, pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça (www.tjsp.jus.br) registrado sob o número: 2076796.76.2015.8.26000.

A Prefeitura de Rio Claro, por intermédio da assessoria, não se pronunciou sobre o resultado da audiência no tribunal.

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA

No mesmo dia, mais cedo, em sessão matinal, os vereadores aprovaram, em segunda discussão, o projeto de lei 073/2015, de autoria do Executivo, que fixou em 6,41% o reajuste salarial dos servidores ativos da Administração Direta, das Autarquias, das Fundações, da Câmara Municipal e do Instituto de Previdência Municipal, dos inativos e pensionistas. Também foi aprovado, contra votos da oposição, o projeto de lei 074/2015 que alterou a recém aprovada lei que criou a “taxa” de iluminação pública depois de mandado de segurança da Elektro.

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