O Rio Claro FC terminou em 15º lugar, com 16 pontos, um a mais da zona do rebaixamento

Matheus Pezzotti

O Rio Claro FC terminou em 15º lugar, com 16 pontos, um a mais da zona do rebaixamento
O Rio Claro FC terminou em 15º lugar, com 16 pontos, um a mais da zona do rebaixamento

Na última quarta-feira (15), o repórter da Excelsior Jovem Pan Sat, Biduzinho, entrevistou o diretor de futebol do Rio Claro FC, Alex Afonso.

Em seu primeiro ano como dirigente, o ex-centroavante falou a respeito da montagem do elenco, escolha do treinador, criticou o formato do Paulistão e espera por definição do presidente Luiz Balbo a respeito da participação do time na Copa Paulista.

“Tem sido de muito aprendizado. Completei um ano agora, fiquei seis meses com o Sub-20 e depois com o profissional. É uma grande responsabilidade, ainda mais por ter jogado no clube, me envolvi ainda mais pelo clube, não só com a razão, como profissional, mas com o emocional, sendo torcedor. Correr atrás dos problemas é mais difícil do que em campo. São muitos detalhes. Disputamos um dos maiores campeonatos do Brasil, com estrutura de time pequeno, então temos que nos desdobrar. Não se consegue pensar só no futebol, em ser o gerente de futebol, mas também administrativo e isso dificultou muitas coisas, mas isso é normal, é válido”, diz.

A escolha de Buião foi muita criticada pela imprensa, torcedores e alguns dirigentes pela sua inexperiência, mas Alex Afonso também se inclui neste quesito.

“Acho que a inexperiência faltou do treinador e do dirigente. O presidente apostou muito na gente. Eu sugeri o nome do Buião para voltar ao clube para ser um auxiliar técnico do clube, para a gente ter uma comissão técnica fixa. O presidente tentou negociar treinadores, sugeri o Fahel Júnior, mas o presidente não gostaria de trazê-lo, tentou outros treinadores, mas acho que algumas coisas pesaram, principalmente financeiramente e ele optou pelo Buião, por já conhecer o trabalho, a pessoa. A primeira coisa que eu disse para o presidente é que o grupo tem que olhar para o treinador e sentir confiança e isso aconteceu por algum tempo, mas com o desgaste, não conseguiu passar essa motivação para o grupo. Já o Estevam [Soares] conseguiu trazer de uma forma acentuada, deu um novo ‘gás’, mas acho que ele aprendeu, todos aprenderam e felizmente no final deu certo”, comenta.

Neste ano, o regulamento determinou o número máximo de 28 jogadores inscritos, sem poder trocar. Situação que o dirigente criticou, assim como o formato de disputa e aproveitou para classificar o quanto o clube acertou nas contratações.

“Quando perdemos o Rodrigo Ninja na primeira rodada e não poderíamos substituir, depois o Jeferson Lima, que foi para o São Paulo. São situações que talvez a gente teria trocado alguns jogadores que não renderam o esperado, mas isso foi aceito. Tínhamos quatro jogadores do Sub-20 no elenco com condições de jogar, mas ficamos travados em relação a isso também. Ficou muito claro que este formato é injusto. O Penapolense poderia classificar e acabou caindo. Times que ficaram entre os oito melhores e não classificaram. Eu acho que voltaria ao sistema antigo ou uma nova fórmula. Acho que acertamos de 60 a 70% nas contratações. Menos que isso a gente teria sido rebaixado. Tivemos duas atitudes fora de campo que nos chatearam e vai fazer com que a gente repense melhor”, acrescenta.

Para completar, Alex projeta a disputa da Copa Paulista, que ainda depende do aval do presidente. “Ele [Balbo] disse que vamos disputar. Vamos aguardar para conversar e programar a nossa participação”, finaliza.

O áudio completo da entrevista pode ser conferido nos players abaixo. Clique para ouvir!

Parte 1

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