Decreto impõe limites em gastos da prefeitura

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A prefeitura de Rio Claro está limitando gastos das repartições municipais, que agora precisam de autorização para emitir pedidos de compras (PCs) e pedidos de adiantamentos (PAs). O objetivo é gerar economia e manter as finanças organizadas para o encerramento do exercício financeiro de 2017, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal. Todos os pedidos de compra e de adiantamento estão sendo analisados pela Secretaria Municipal de Finanças e Finanças. “Só liberamos o essencial”, explica o secretário municipal Gilmar Dietrich.

De acordo com o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, o governo municipal está trabalhando de maneira a “manter a reorganização das finanças da prefeitura, iniciada já no começo do ano”. “Quando assumimos a administração encontramos um quadro caótico, com dívida acumulada de quase R$ 400 milhões”, lembra Juninho. “Mesmo assim, e apesar da crise que assola o país, estamos nos desdobrando para que a prefeitura honre seus compromissos financeiros, o que nos permite realizar com qualidade o atendimento à população”, acrescenta. Juninho lembra que até agora o pagamento do funcionalismo tem sido feito em dia. “Isto só tem sido possível graças a ações como a redução de secretarias municipais e o controle de gastos”, ressalta.

O decreto da prefeitura determinando a restrição de gastos foi publicado em novembro, com uma série de outras resoluções. Entre elas, as datas de encerramento da execução orçamentária deste ano e orientações de natureza contábil e financeira para todos os departamentos da administração municipal.

1 COMENTÁRIO

  1. Existe na cultura brasileira uma mentalidade que ao governo tudo pode e não é bem assim pois da mesma forma que o poder vem do povo, os recursos também vem do povo e portanto se faz necessário ter um teto de gastos. Cabe à população exigir transparência, competência e honestidade, pensando no bem comum e não no individual. Estamos vivendo crises provocada pela irresponsabilidade fiscal, onde funcionários públicos ganham bem acima do setor privado, com aposentadorias generosas, esquecendo-se que a conta quem paga é a população e acaba pesando mais pra população mais pobre. Está certo o prefeito estabelecer teto de gastos e sendo rígido nas contas, agindo com responsabilidade e honestidade, pois só assim não terá rabo preso com ninguém e no final quem ganha é a população.

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