Crise deve se agravar em 2015 e região aposta em represas para evitar colapso

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Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

Seca penaliza represa “Água Boa”, na divisa com Rio Claro, utilizada para o abastecimento de água em Araras
Seca penaliza represa “Água Boa”, na divisa com Rio Claro, utilizada para o abastecimento de água em Araras

Dependendo até certo ponto da boa vontade do Rio Corumbataí e do Ribeirão Claro, Rio Claro ainda não tem planos para “reservar água” em represas para evitar problemas com a crise hídrica anunciada para os próximos anos. A confiança é tanta que, mesmo este ano, com redução da capacidade hídrica dos supracitados corpos hídricos, não se falou, até o momento, da necessidade da criação de uma reserva de água para a população.

Em Araras, por exemplo, quatro represas (Água Boa, Tambury, Sobradinho e Usina Santa Lúcia), além de captação de água no Rio Mogi Guaçu, não deram conta. Lá, de acordo com a imprensa local, a pior crise hídrica da história obriga os 127.610 habitantes a conviver com as torneiras secas durante 12 horas.

O racionamento passou a vigorar no dia 16 de outubro e o desperdício é passível de multa de R$ 120. O valor dobra em caso de reincidência e, em alguns casos, um aparelho redutor de água é instalado no hidrômetro do imóvel. Tais medidas foram aplicadas após decreto municipal publicado no dia 2 de julho.

Para quem viaja pela via Wilson Finardi – SP-127, as marcas deixadas pela falta de chuva são visíveis justamente na represa Água Boa, a última a ser construída pela administração pública de Araras e inaugurada em 2010, na divisa com Rio Claro. Com capacidade de armazenamento de 7.931.520,26 m³ (metros cúbicos de água), os níveis do reservatório continuam em baixa e os sinais são visíveis aos visitantes.

Cabe recordar que, também na divisa com Rio Claro, as represas da pedreira Remanso”, na zona rural, utilizadas para abastecer Cordeirópolis, também seguem em baixa, revelando uma dezena de veículos acumulados no fundo das represas, recentemente.

2015

Em nota enviada pela Câmara de Rio Claro, a professora Silvia Regina Gobbo, da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), levou para a reunião do Parlamento Regional do Aglomerado Urbano (Praup), em Conchal, dados técnicos sobre a previsão já divulgada pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM).

Segundo ela, a situação deve piorar. “Desta vez, o problema estará associado ao fenômeno El Niño. A seca não vai terminar neste ano. Em 2015 teremos diminuição de 20% das chuvas”, alertou a professora. Competirá às autoridades locais, inclusive aos vereadores presentes na reunião, criarem mecanismo para prevenirem uma catástrofe num futuro próximo.

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