Analândia: CPI na Câmara investiga morte de paciente

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A Câmara Municipal de Analândia, na microrregião de Rio Claro, instaurou nesta semana uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a morte de um paciente de 33 anos por infecção generalizada no dia 19 de julho na unidade básica de saúde no município vizinho.

Investigação

De acordo com o presidente João Sodelli (DEM), quatro vereadores apresentaram o pedido para que a CPI fosse criada. “O nosso regimento prevê que a partir de três assinaturas a Comissão fica automaticamente instaurada”, explica.

O vereador informa também que os parlamentares da Casa de Leis receberam denúncias sobre supostas irregularidades na unidade hospitalar do município. Entre essas denúncias estariam a falta de vaga para transferência do paciente para a Santa Casa de Misericórdia em Rio Claro.

“O paciente foi internado durante a madrugada com vários problemas de saúde. Ele ficou o dia todo no local e acabou vindo a óbito. Para esclarecer o que aconteceu, os vereadores solicitaram a instauração da CPI. A Comissão foi nomeada e agora a mesma se reunirá para ouvir depoimentos dos envolvidos, como o titular da Secretaria de Saúde, enfermeiros, médicos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros”, acrescenta.

O presidente Sodelli ressalta que ao criar a CPI o Poder Legislativo não está confirmando que houve algum tipo de erro. “O que os vereadores querem é saber o que de fato aconteceu. Agora vamos investigar junto às pessoas responsáveis pelo setor para formar uma opinião. Depois de tudo apurado será tirada uma conclusão. O importante é apurar os fatos para esclarecer”, finaliza. Compõem a CPI os vereadores Luiz Fernando Carvalho (DEM), José Olímpio Romeiro (MDB) e Sidinei Carlos Valeriano (PDT).

Executivo

A reportagem do Jornal Cidade também procurou a Prefeitura Municipal de Analândia. De acordo com o secretário municipal de Saúde da cidade, Rodrigo Balerini, todo procedimento médico padrão foi executado.

“Não identificamos nenhuma falha no atendimento. Nossa parte da UBS foi muito bem feita, no que tivemos problema foi na regulação com a Santa Casa. Não houve negligência, nossa unidade tem sala de emergência, mas aconteceu que a vaga não saiu no tempo em que precisava sair para uma unidade de média e alta complexidade”, disse.

“Outras atitudes diante da negativa da vaga foram tomadas, mas infelizmente não deu tempo. A CPI visa investigar se houve algum erro na UBS e isso vai ficar claro, com certeza, que não houve. Os vereadores estão no papel de investigação. A família do paciente acompanhou todo processo”, declara.

Saúde

Procurada, a Santa Casa de Misericórdia informa que a liberação de vagas no hospital compete à Fundação Municipal de Saúde.

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