Quarentena: PM orienta sobre cuidados nas ruas

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o sargento Vitor, da Polícia Militar, traz orientações sobre as medidas de segurança em período de quarentena. Com as ruas vazias, aumenta o risco de ação dos ladrões, também para pedestres como também para os estabelecimentos comerciais que continuam a atender.

Covid-19: distância segura em filas deve ser respeitada

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma característica do coronavírus é que ele pode ser transmitido pelo ar. Por isso, é necessário, entre outros, manter a distância de um a dois metros de outras pessoas. O risco de não seguir orientação e estabelecer proximidade é entrar em contato com o vírus por meio da tosse ou do espirro de alguém infectado e, por isso, acabar contraindo a doença pelo ar.

Em Rio Claro, um dos assuntos que repercutiram esta semana, principalmente nas redes sociais, foi em relação a algumas fotos publicadas da fila do Restaurante Bom Prato na Rua 1, onde um grande número de pessoas estava “bem perto” umas das outras aguardando a vez para retirar o marmitex. A reportagem do JC esteve no local e conversou com o gerente da unidade, Samuel Ribeiro, que explicou a situação: “Nós colocamos marcações para a distância na fila em frente ao Bom Prato, mas acontece que o número de pessoas que estamos atendendo subiu muito nos últimos dias. Chegou a passar de 200 para 1.400. Fizemos contato com o vice-prefeito que disponibilizou a GCM para dar apoio na contenção para controlar a fila. A Fundação de Saúde também irá dar suporte, pois temos três voluntários e em frente a distância tem sido respeitada, mas no entorno não, e essa foi a nossa preocupação”.

Nas imediações do Jardim Público, onde se concentram agências bancárias, nos últimos dias por conta do pagamento a aposentados e pensionistas a circulação também aumentou em época de quarentena. Profissionais dos bancos adotaram distribuição de senhas e restrição à quantidade de pessoas dentro da agência e muitos aguardam no Jardim.

“Pedimos que as pessoas atendam a nossa determinação e só saiam de casa em extrema necessidade. No caso do Jardim, procurem ficar distantes, sem cumprimentos e conversas próximas”, orientou o prefeito Juninho da Padaria.

Ações

As determinações para filas valem também para supermercados, farmácias, unidades de saúde e outros locais com fluxo de pessoas.

Região de Rio Claro apresenta aumento no número de casos de Covid-19

Nos últimos dias, diversas cidades da região de Rio Claro confirmaram novos casos do Coronavírus. Na manhã desta sexta (3), por exemplo, Piracicaba anunciou mais três casos confirmados da doença.

Em postagem no Facebook, o Prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, afirmou que no novo levantamento foram registrados novos três casos confirmados e três descartados. No total, a cidade tem 15 casos confirmados, 65 descartados e 127 suspeitos.

Na cidade de Limeira há três casos confirmados. Além destes casos, foram feitas 74 notificações da doença, sendo que 10 foram descartados e 64 seguem sob suspeita.

Em São Carlos, dois casos foram confirmados, 13 descartados e 50 seguem sob investigação. O município também registrou seis óbitos com a suspeita de Covid-19.

Araras ainda não tem casos confirmados do novo Coronavírus. A cidade teve 21 notificações, sendo que 15 delas seguem aguardando resultados de exames. As outras seis suspeitas foram descartadas.

Outras cidades próximas de Rio Claro também registraram casos suspeitos e algumas confirmações da doença.

Rio Claro

Em Rio Claro, até o momento, foi confirmado apenas um caso da doença e 48 casos suspeitos conforme boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica na manhã desta sexta-feira (3). Outros 15 casos foram descartados.

Informações atualizadas até às 12:50h do dia 03/04.

Maia diz que Bolsonaro não tem coragem de demitir Mandetta e mudar política contra coronavírus

DANIELLE BRANT – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (3) que, apesar dos ataques, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem coragem de demitir o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e mudar a política de enfrentamento ao coronavírus.

As declarações foram feitas durante videoconferência promovida pelo jornal Valor Econômico com o banco Itaú e que contou com a participação de Mário Mesquita, economista-chefe do banco.

O deputado criticou os ataques de Bolsonaro ao ministro da Saúde. “É fundamental que, no meio do processo [de enfrentamento à doença], a gente não tenha uma perda de um nome como o do Mandetta”, disse.

Segundo Maia, uma eventual troca mudaria a política do Ministério da Saúde e significaria que Bolsonaro não acredita no que o ministro está fazendo. “Ao mesmo tempo, ele não tem coragem de tirar o ministro e mudar oficialmente a política. Ele fica numa posição dúbia”.

Para o presidente da Câmara, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda quando vem a público criticar o ministro, mas Mandetta tem tido “paciência e todo equilíbrio” para continuar reafirmando a mesma posição do Ministério, sem se submeter à pressão do presidente.

Maia lembrou que Mandetta foi escolhido por Bolsonaro. “Esse conflito que ele constrói agora com o ministro, do ponto de vista concreto, não faz sentido, porque ele delegou ao ministro a área técnica”, afirmou o deputado.

Ele ainda sugeriu que o presidente estaria ouvindo “quem quer o cargo do Mandetta de forma oportunista” e que uma troca de comando do Ministério da Saúde seria decisão política de Bolsonaro. “E toda decisão política tem consequência.”

Para Maia, apesar dos ataques, Bolsonaro reconhece o trabalho do ministro. “Temos toda confiança, e todo respaldo que o ministro precisar da maioria da Câmara, no meu mandato, na minha Presidência, ele tem.”

Na noite de quinta-feira (2), Bolsonaro afirmou que está faltando “humildade” ao ministro da Saúde. “Tá faltando um pouco mais de humildade pro Mandetta”, disse o presidente. “O Mandetta em alguns momentos teria que ouvir um pouco mais o presidente da República.” Questionado sobre as declarações do presidente, Mandetta apenas respondeu inicialmente: “ok”.

“Não comento o que o presidente da República fala. Ele tem mandato popular, e quem tem mandato popular fala, e quem não tem, como eu, trabalha”, declarou.

Em seguida, disse que estava analisando dados sobre o novo coronavírus e preocupado com a situação de algumas regiões.

“Eu acho que estamos frente a uma doença nova, e está todo mundo aprendendo com essa doença. Vamos saber o que ela vai fazer com nosso sistema de saúde. Rezo a Deus que nada disso aconteça aqui, que eu esteja absolutamente errado, que toda a ciência esteja absolutamente errada”, afirmou o ministro.

Mandetta e Bolsonaro vem travando um embate desde o começo da crise. O ministro tem defendido políticas de isolamento social frente à pandemia, incluindo o fechamento de estabelecimentos comerciais, como forma de evitar aglomerações e a proliferação da doença.

Bolsonaro, no entanto, tem criticado esse discurso e as medidas, defendidas por Mandetta, adotadas pelos governadores de decretar uma quarentena.

Procon acompanha alta de preços em Rio Claro

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o diretor do Procon- Rio Claro, Benedito Fernandes Costa, o Tuzinho, explica o trabalho da fiscalização durante a quarentena. Preços de alimentos e do gás de cozinha são acompanhados e os abusos podem render punição aos comerciantes.

Coronavírus: Daae altera cálculo do consumo de água

O Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) de Rio Claro começa a adotar neste mês de abril uma nova medida para auxiliar na prevenção de contágio pelo coronavírus, alterando o método de cobrança do consumo de água em imóveis com hidrômetros instalados na parte interna das residências.

A partir deste mês, o cálculo de consumo nesses imóveis será feito pela média do consumo de água dos últimos três meses. O objetivo é que não haja contato físico do leiturista com o cliente ou o equipamento. “Quando o hidrômetro estiver dentro do imóvel, as faturas serão emitidas com base na média aritmética dos consumos faturados no trimestre anterior”, explica o superintendente do Daae, Paulo Roberto Bortolotti, ressaltando que a medida segue a resolução da Agência Reguladora Ares – PCJ, nº 345, de 23 de março de 2020.

A autarquia esclarece ainda que a mudança tem como objetivo garantir o bem-estar dos moradores e dos profissionais que fazem a leitura dos hidrômetros, sem colocar em risco a saúde dos profissionais e dos consumidores. Em Rio Claro, esse trabalho é feito pela BRK Ambiental.

O Daae informa ainda que, caso clientes não optarem pela cobrança feita com a média do consumo dos três meses anteriores, podem apresentar a leitura atual do medidor pelo e-mail [email protected]. Nesse caso, será necessário informar o endereço completo, o número da ligação e enviar uma foto do medidor com a leitura realizada na data prevista para esse procedimento. Essa informação está contida na última fatura recebida. A atualização da medição será feita e uma nova fatura será encaminhada para o e-mail do cliente.

Para residências em que o hidrômetro está instalado do lado externo a apuração seguirá normalmente.

Opção

Se o cliente não concordar com o cálculo da média, pode entrar em contato com o Daae para informar a medição.

Médicos reforçam isolamento e alertam para fase crítica da Covid-19

Em entrevista ao JC, o diretor-presidente da Unimed Rio Claro, Dr. José Martiniano Grillo Neto, e o diretor de Recursos Próprios, Dr. Gustavo Roberto Fink, destacaram ações do hospital no enfrentamento da Covid-19, além de projeções sobre a pandemia.

De acordo com Dr. Fink, a instituição está preparada para o tratamento da doença junto às suas equipes, seja por meio de estrutura disponível, capacitações e cumprimento de protocolos. “A Unimed Rio Claro está bem estruturada, com equipamentos suficientes, mas não sabemos exatamente qual será essa demanda futura”, explica o diretor.

Para Dr. Grillo, é preciso se atentar à questão de que estamos no começo de uma crise, e não no ‘começo’ do final. “Essa doença está se iniciando agora e estamos vendo os primeiros casos no município. Dentro de 15 dias, esse cenário irá mudar. A Unimed está preparada para dar aconchego e qualidade aos seus clientes. Já a atitude do prefeito Juninho foi belíssima em agir prontamente contra a pandemia, adquirindo testes e equipamentos e decretar o isolamento social. Os hospitais de Rio Claro, em geral, estão dando exemplo neste momento”, destaca.

Independentemente dos recursos disponíveis, o mais importante é o isolamento e o reforço da higienização pessoal. “Isolamento é importantíssimo para que a doença venha de forma branda e se possa salvar o maior número de pessoas”, orienta Dr. Grillo. “Para vencer essa guerra precisamos estar unidos”, completa Dr. Fink.

A orientação é reforçar os cuidados para o cenário que se mostra à frente. “Na minha opinião, abril e maio serão meses terríveis. Estamos entrando num período com aumento de casos e depois a estabilização do quadro, para quando passarmos agosto e entrarmos em setembro, falarmos: talvez, possamos relaxar um pouco”, conclui Dr. Grillo.

‘Vai quebrar tudo’, diz Bolsonaro em nova crítica ao fechamento do comércio

RICARDO DELLA COLETTA – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Em mais uma crítica às ações de isolamento social tomadas por governadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (3) que a sociedade brasileira “não aguenta ficar dois, três meses parada”.

“Vai quebrar tudo”, declarou o presidente a um grupo de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

“Vocês sabem do meu posicionamento: não pode fechar dessa maneira, e atrás disso vem desemprego em massa, miséria, fome, vem violência”, disse Bolsonaro, ao ser interpelado por um simpatizante que se queixou de medidas do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que determinou o fechamento de comércios e a suspensão de aulas.

“Esse vírus é igual a uma chuva. Vai molhar 70% de vocês. Isso ninguém contesta. Toda a nação vai ficar livre da pandemia depois que 70% for infectado e conseguir os anticorpos. Desses 70%, uma pequena parte, os idosos e quem têm problema de saúde, vai ter problema sério e vai passar por isso também.”

“O que estão fazendo [com o isolamento social] é adiar [a transmissão do Covid-19] para ter espaço nos hospitais. Mas tem um detalhe: a sociedade não aguenta ficar dois, três meses parada. Vai quebrar tudo”, afirmou Bolsonaro.

Um dia antes, Bolsonaro reconheceu que ainda não tem apoio popular suficiente para determinar uma reabertura da atividade comercial no país.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, ele disse que pode tomar uma decisão por meio de um projeto, mas que precisa estar amparado por um apoio maior da sociedade.

“Eu estou esperando o povo pedir mais, porque o que eu tenho de base de apoio são alguns parlamentares. Tudo bem, não é maioria, mas tenho o povo do nosso lado. Eu só posso posso tomar certas decisões com o povo estando comigo”, afirmou.

“Para abrir comércio, eu posso abrir em uma canetada. Enquanto o Supremo e o Legislativo não suspenderem os efeitos do meu decreto, o comércio vai ser aberto. É assim que funciona, na base da lei.”

O presidente defendeu que, a partir da próxima segunda-feira (6), estados e municípios determinem uma reabertura gradual da atividade comercial, evitando um aumento no desemprego.

Ele ressaltou que já tem pronto em sua mesa um modelo de proposta para determinar que os estabelecimentos comerciais sejam considerados uma atividade essencial durante a pandemia do coronavírus.

“Eu tenho um projeto de decreto pronto na minha frente para ser assinado, se preciso for, considerando atividade essencial toda aquela exercida pelo homem e pela mulher através da qual seja indispensável para levar o pão para a casa todo dia”, disse.

O presidente ressaltou, no entanto, que tem sofrido ameaças para não assiná-la, entre elas até mesmo a abertura de um processo de impeachment no Legislativo. Ele não especificou, no entanto, quem o tem ameaçado.

“Eu, como chefe de Estado, tenho de decidir. Se tiver que chegar a esse momento, eu vou assinar essa medida provisória. Agora, sei que tem ameça de tudo o que é lugar para cima de mim se eu vier a assinar. Até de sanções tipo buscar um afastamento, sem qualquer amparo legal para isso.”

Para o presidente, após a pandemia do coronavírus, a economia brasileira levará um ano para se recuperar. Na entrevista, ele disse ainda que fará um chamado nacional para que a população brasileira faça um dia de jejum religioso para que o país “fique livre desse mal”.

Na entrevista, o presidente voltou a fazer críticas a prefeitos e governadores que adotaram medidas restritivas diante da pandemia da doença. O mais atacado foi o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
Bolsonaro disse que Doria faz “política o tempo todo” e recorre a “demagogia barata”. Segundo o presidente, como porta-voz dos governadores do país, o tucano é “péssimo em todos os aspectos”.

Exame descarta morte por coronavírus em Rio Claro

Boletim divulgado na manhã desta sexta-feira (03) pela Fundação Municipal de Saúde descarta que a morte de paciente de 60 anos em Rio Claro tenha sido causada por coronavírus. O caso seguia sob investigação porque o homem, segundo seus familiares, teria apresentado sintomas de gripe. Não foi informada a causa da morte deste paciente.


O número de casos de suspeita de Covid-19 em Rio Claro caiu de 49 para 48 na comparação com o boletim divulgado na noite de quinta-feira (02), enquanto o número de casos descartados subiu de 14 para 15. O município segue com apenas um caso confirmado de coronavírus. Nos hospitais, há 18 pacientes internados com suspeita da doença, e cinco nas Unidades de Terapia Intensiva- UTIs.

Jornal Cidade RC
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