A contribuição "Provisória" sobre Movimentação Financeira é um tributo que existiu e vigorou no Brasil de 1997 a 2007

 

Favari Filho

Em meio ao caos econômico, político e moral que atravessa a Pátria, muitas soluções são apontadas por especialistas e estudiosos da vida pública, porém o governo segue mouco a tudo e a todos, atribuindo a sua ineficiência a uma suposta e nada provável tentativa de golpe. Face ao cenário nada esperançoso para o brasileiro comum, durante a semana, o governo aventou a possibilidade da volta da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira].

A contribuição "Provisória" sobre Movimentação Financeira  é um tributo que existiu e vigorou no Brasil de 1997 a 2007
A contribuição “Provisória” sobre Movimentação Financeira é um tributo que existiu e vigorou no Brasil de 1997 a 2007

A presidente Dilma Rousseff, entretanto, disse na última quarta-feira (2) que não gosta do tributo, porém não descartou a criação de novas fontes de receita que devem onerar o bolso do trabalhador. Na sexta-feira (4) a petista voltou a falar sobre a invenção de novos impostos como forma de reequilibrar o Orçamento/2016 que, somente para constar, foi entregue ao Congresso Nacional com déficit de R$ 30,5 bilhões.

Segundo Dilma, para que o Orçamento fique em um patamar equilibrado, é preciso que alguém pague a conta. “Se a gente quer preservar as políticas, vamos ter de tomar algumas medidas de gestão e discutir novas fontes de receita”, ameaçou. Para debater sobre o novo imposto, o Jornal Cidade ouviu os vereadores da Cidade Azul Dalberto Christofoletti (PDT) e Paulo Guedes (PSDB), que expuseram os seus pontos de vista sobre a questão que muito preocupa também o cidadão rio-clarense.

Dalberto enfatizou que é contra a criação de qualquer imposto sem antes haver uma ampla discussão da reforma tributária. O vereador acredita ser fundamental aperfeiçoar a gestão pública para que os gastos não se tornem um “saco sem fundo”. “O governo sofre em duas frentes: na externa, a desaceleração de países como a China compromete a retomada do Brasil. Na interna, o descontrole dos gastos e a queda da arrecadação geraram a necessidade de redesenho do orçamento”, pontuou.

O pedetista é otimista, portanto, com relação à crise, e acredita que o brasileiro pode superar. “Não é a primeira e possivelmente não será a última. Temos de atravessar com serenidade e responsabilidade, porém uma coisa é certa: os que mais ganharam nos “bons tempos” têm a obrigação de oferecer um esforço maior neste momento. É hora de taxar as grades fortunas e combater a sonegação, que é um mal do mesmo tamanho da corrupção em nosso País.”

Da mesma forma, para o tucano Paulo Guedes, qualquer tipo de aumento no atual momento vivido na economia brasileira é ruim para o cidadão, que já sofre com a situação. “Com todas as dificuldades acumuladas que estamos enfrentando no País, ninguém aguenta mais impostos.” O motivo de toda a celeuma governamental, apontou o vereador, é pura e simplesmente devido ao inchaço da máquina pública.

“Fugiu do controle da presidente e, com isso, o Brasil segue sem investimentos nas áreas essenciais como Educação, Saúde e Segurança Pública. É tudo devido à má gestão política e administrativa”, esclareceu. A solução para o peessedebista virá apenas quando o governo enxugar a máquina, ou seja, eliminar os muitos cargos existentes. “É inadmissível que Dilma Rousseff tenha 47 mil funcionários à disposição, enquanto Barack Obama, na Casa Branca, nos EUA, tem apenas 453”, finalizou.

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