Imagem: Arquivo JC.

Fabíola Cunha

No mês em que se completam 6 anos da morte de Laerte Patrocínio Orpinelli (3 de janeiro de 2013), a Netflix disponibilizou episódios novos da série Investigação Criminal, incluindo um sobre o caso do assassino que matou seis crianças em Rio Claro e agiu em cidades do interior paulista, como Franca e Pirassununga.

A série foi originalmente exibida no canal AXN e focaliza casos de mortes violentas, em especial os crimes cometidos por serial killers (assassinos em série com métodos parecidos em todos os crimes).

Fernando Basso, agente policial que trabalha há 26 anos e meio na Polícia Civil de Rio Claro, é um dos entrevistados do episódio 8 da segunda temporada. Na época da prisão de Orpinelli, Basso trabalhou na investigação por cerca de 4 meses, junto à delegada responsável pelo caso, Sueli Isler, também entrevistada.

A prisão e posterior julgamento do criminoso atraíram uma horda de repórteres de veículos de comunicação nacionais para Rio Claro. Condenado a 100 anos de prisão pelos crimes brutais contra crianças de menos de 10 anos, o ararense ficou conhecido como O Monstro de Rio Claro.

“Nós policiais procuramos sempre o lado profissional para não deixar o lado emocional tomar conta, pois isso atrapalha o trabalho. Ele ganhou essa projeção, infelizmente, como o Monstro de Rio Claro – a cidade não merecia isso, porque ele era de Araras e foi preso em Leme. A prisão dele chamou a atenção da mídia e muitos repórteres das emissoras de TV e escritores vieram para a cidade. Procurávamos fazer nossa parte e no fim do dia a Drª Sueli dava coletiva sobre o caso, também para orientar as pessoas e para informar sobre o cuidado com crianças e desconhecidos”, relata Basso. Além do programa da AXN, agora na Netflix, Basso também foi entrevistado sobre os crimes para o programa Instinto Assassino, da Discovery Channel, em 2009.

Laerte, o Monstro

Nascido em Araras no ano de 1952, Laerte Patrocínio Orpinelli traçou uma rota pelo território paulista marcada por crimes violentos e cruéis contra crianças de menos de 10 anos de idade. Ele foi condenado por 10 assassinatos, mas chegou a mencionar, como relatado no episódio de Investigação Criminal, que parou de contar depois que o número “passou de 100”.

Em cidades como Franca, Monte Alto, Pirassununga e Rio Claro, ele atraía crianças com doces e as levava para um lugar ermo, onde as agredia e matava. Condenado a 62 anos em 2001 e mais 38 anos em 2008, Orpinelli morreu em 3 de janeiro de 2013 de causas naturais na penitenciária de Iaras. Ele tinha 60 anos e era portador de diabetes e hipertensão.

 

A sua assinatura é fundamental para continuarmos a oferecer informação de qualidade e credibilidade. Apoie o jornalismo do Jornal Cidade. Clique aqui.