A Secretaria Municipal de Educação fez novo esclarecimento nessa terça (16) a vereadores da Câmara Municipal que criticaram, na sessão de segunda-feira (15), a falta de atividades educacionais durante este período de enfrentamento ao novo coronavírus em que as aulas foram suspensas em todo o país. Carol Gomes (Cidadania), Luciano Bonsucesso (PL) e Yves Carbinatti (PSD) sugeriram o uso da internet, cartilhas, programa de TV e parcerias para que estudantes tenham afazeres em casa.

A Educação, no entanto, afirma que enviar materiais impressos não cumprirá qualquer finalidade pedagógica, além disso isso excluirá grande parcela de estudantes. “A atividade escolar, a aula, propriamente dita, constitui mediação que é essencialmente produzida pelas professoras e professores, numa relação permanente com seus estudantes”, informa o secretário.

Adriano Moreira alerta que, “para desenvolver todo esse trabalho de planejamento, que é individual, mas também coletivo, seria necessário fazer com que os professores e as professoras retornassem imediatamente ao trabalho. Elaboradas as atividades, os professores e professoras precisariam ter contato direto com os pais ou responsáveis para sua entrega, bem como para orientá-los a como desenvolvê-las com seus filhos. Portanto, se determinássemos esta política, promoveríamos, necessariamente, a flexibilização da quarentena, e forçaríamos, inegavelmente, a diminuição do distanciamento social”.

Um plano de retomada do ano letivo já está em elaboração e é composto por protocolo de saúde, novo calendário escolar, planejamento didático, princípios e diretrizes operacionais que fundamentarão e orientarão trabalhos. “Aguardamos a definição, por parte das autoridades sanitárias, da data de retorno, bem como dos parâmetros de higiene e saúde para o atendimento escolar. Este plano prevê formas de participação e de diálogo, considerando as limitações impostas pela prevenção ao coronavírus”, conclui.

Na coluna FAROL, disponível na edição impressa do JC desta quarta (17), o jornalista Lucas Calore trouxe mais detalhes sobre a discussão entre vereadores e professores. Confira:

O pronunciamento assinado pelo secretário de Educação, Adriano Moreira, em tom de nota de repúdio, é direcionado aos vereadores Luciano Bonsucesso (PL), Carol Gomes (Cidadania) e Yves Carbinatti (PSD). Luciano ainda fez discurso contra professores citando inclusive o pagamento dos salários aos mesmos. Alguns professores foram ao Facebook criticar esse discurso, incluindo o que foi dito pelos demais parlamentares quanto a uma suposta estagnação da secretaria durante este período de enfrentamento ao coronavírus. Adriano declarou em nota que os três vereadores “denegriram, injustamente, o trabalho do corpo docente da Rede Municipal Pública”. Também nas redes sociais, a vereadora reagiu e disse que vai interpelar judicialmente o secretário, porque, segunda ela, seu discurso foi de sugestão de medidas que podem ser adotadas e não contra a classe dos professores. Yves publicou pronunciamento dizendo que “minha fala ao pedir que fossem estudadas possibilidades de passar atividades e pedir um debate entre pais e professores foi apenas a transmissão de um apelo que recebo nas ruas”. Luciano disse que se pronunciará em sua página hoje.

Nota

O pronunciamento do titular da Secretaria da Educação está disponível na íntegra no site www.educacaorc.com.br

Mais em Política:

Servidores aprovam índice de 8% para o reajuste

Cordeiro faz repasse de verbas para entidades