Saúde implantará reestruturação na rede de urgência

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A Fundação Municipal de Saúde vai reorganizar a estrutura da rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a autarquia, a mudança visa reconfigurar o serviço da porta de entrada hospitalar que hoje fica localizada no Pronto Socorro Integrado Municipal (PSMI), visando à melhoria na assistência dos pacientes que necessitem de atendimento.

A partir do próximo dia 1º de setembro o local passará a contar com serviços médicos plantonistas de uma empresa terceirizada, nos mesmos moldes do que já ocorre nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os médicos especialistas serão mantidos os do próprio município no PSMI. A ideia do Poder Executivo é ampliar a assistência e reduzir custos. “Fizemos contratação de dois médicos terceirizados para o PSMI com especialidade de urgência e emergência, profissionais qualificados. Nossos nove plantonistas irão para as duas UPAs”, explica a secretária Maria Clélia Bauer. São dois médicos para cada plantão de 24 horas e o contrato será válido por 180 dias.

A contratação visa cumprir a decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e recomendação do Ministério Público, para que o pagamento de horas extras diminua e todos os salários dos servidores da Fundação Municipal de Saúde se enquadrem no limite do teto constitucional do salário do prefeito, que chega a cerca de R$ 19 mil.

“Indo para as UPAs esses médicos reduzirão o número de plantões e irão qualificar ainda mais a assistência à população nessas unidades, uma vez que vamos parar de ter rotatividade com os terceirizados para esse serviço”, diz Maria Clélia, que acrescenta que serão equacionados o número de médicos com o número de plantões que se necessita.

O contrato com a nova empresa para plantões no PSMI vai ser de R$ 224 mil ao mês. “No entanto, vamos ter uma economia importante, já que hoje gastamos com horas extras por volta de R$ 380 mil/mês. Com toda a dinâmica de redução de horas extras, colocando toda a Fundação de Saúde no teto, vamos conseguir visualizar no decorrer dos meses a geração de custeio reduzido e se abrirá a possibilidade de fazermos uma melhor gestão financeira do setor”, finaliza.

De acordo com a presidente da Fundação Municipal de Saúde, em breve uma reunião será realizada junto à Santa Casa de Misericórdia para a discussão da nova contratualização entre atendimento do Sistema Único de Saúde, que vence em novembro.

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