São Longuinho: vale a pena apelar?

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Vivian Guilherme

São Longuinho, São Longuinho, se eu encontrar o item perdido eu dou três pulinhos. Quem nunca se valeu da promessa ao santo protetor dos objetos perdidos em um momento de desespero? Certamente, boa parte dos usuários das linhas de ônibus urbano de Rio Claro já se valeu dessa promessa.

O setor de achados e perdidos da Rápido São Paulo nem de longe lembra o setor do Metrô de São Paulo – que montou um museu com os itens esquecidos -, mas ainda assim registra bom volumes. Segundo João Batista, gerente operacional da empresa, os itens mais esquecidos são os mais corriqueiros como chaves, documentos (principalmente RG) e guarda-chuvas.

Solange Ap. Arcon, responsável pelo setor na Central de Atendimento da Rápido São Paulo, diz que são poucos os itens esquecidos se comparados com o de grandes cidades, mas que tudo que chega é lançado em uma planilha e guardado em local próprio por um período e após os documentos são entregues no correio e as roupas vão para doação.

Dentre alguns casos curiosos, Solange lembra que uma pessoa esqueceu cerca de dez quilos de carne fresca em uma sexta-feira, mas que logo veio buscar. Enquanto a reportagem fazia as fotos, outro item esquecido chegava: uma sacola com sapatos infantis ainda com a etiqueta. João Batista diz que dificilmente é devolvido dinheiro. “Isso só ocorre quando algum funcionário nosso encontra, pois o mais recente foi uma carteira com trinta e nove reais”, lembra. Se alguém perder algo nos ônibus deve procurar a funcionária na recepção da Central de Atendimento e passar a informação do que foi perdido para que ela possa tentar localizar. Após localizado é preenchido um formulário para que a pessoa que vai retirar o objeto encontrado possa assinar que está recebendo a devolução.

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