Saída de ambulantes da Via da Saudade é questionada

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Muitos pacientes da cidade e também da região utilizam os serviços oferecidos pelo Ambulatório Médico de Especialidades, o AME, localizado na Via da Saudade, em Rio Claro.

Normalmente os pacientes que costumam vir de cidades de fora para passar pelos atendimentos são conduzidos até Rio Claro por meio do transporte público de cada município, então é preciso esperar que todos os usuários do sistema sejam atendidos para o retorno à cidade de origem.

Como costumam passar por exames, muitos pacientes chegam até o atendimento em jejum e aproveitam, após a consulta, para fazer uma refeição, comer um salgado, tomar um café ou até mesmo um suco dos ambulantes que há muitos e muitos anos ficavam na Via da Saudade, em frente ao AME. Mas, há alguns dias, essa realidade mudou.

De acordo com informações de populares, os vendedores informais não estariam mais no local. Tal medida está gerando insatisfação e muita reclamação por parte da população.

Debora Madalena dos Santos é de Santa Maria da Serra e há mais de cinco anos frequenta o AME de Rio Claro. “Venho há muitos anos aqui, fiz meu pré-natal também aqui e a retirada dos ambulantes prejudica a vida de muitas pessoas. A gente vem para cá e, além de servir refeição para quem vem em jejum, também é alimento para quem fica horas esperando para retornar para casa ou até mesmo na espera para o atendimento. Sentimos falta, pois aqui próximo não temos muitas opções”, fala.

Maria Barbosa de Jesus tem 68 anos e há alguns meses reside em Rio Claro, mas morava em Analândia e também costumava vir ao Ambulatório de Especialidades Médicas e esperar. “Comprava sempre dos ambulantes, sempre foi uma opção muito boa para o povo”, aponta.

O casal Elisabete e Henrique Machia moram em São Pedro e passam por atendimento em Rio Claro. “Essa alteração prejudica a gente, mas também prejudica quem trabalha vendendo. Muita gente aqui estranhou essa mudança”, contam.

Questionada, a prefeitura informou que a ação realizada sexta-feira nas imediações do AME teve como principal objetivo orientar os ambulantes para que se regularizem e exerçam suas atividades dentro da legalidade, pois nenhum deles tinha cadastro no setor de fiscalização da prefeitura e nem na Vigilância Sanitária. Nada foi apreendido e já na sexta-feira esses ambulantes compareceram a setores da prefeitura para receber informações mais detalhadas sobre os procedimentos de regularização. Em primeiro lugar, eles devem formalizar pedido para explorar comercialmente algum ponto, que será verificado pelo departamento de Desenvolvimento Urbano. Vale lembrar que a lei proíbe atividades de ambulantes a menos de 50 metros de estabelecimentos de saúde. Autorizado o ponto, eles devem fazer cadastro na Vigilância Sanitária, que dará as informações sobre os padrões exigidos para o comércio de alimentos.

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