Em Rio Claro, presidente dos Correios descarta terceirização

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Carine Corrêa

Presidente dos Correios, Guilherme Campos esteve em Rio Claro a pedido do vereador e prefeito eleito Juninho da Padaria (DEM)
Presidente dos Correios, Guilherme Campos esteve em Rio Claro a pedido do vereador e prefeito eleito Juninho da Padaria (DEM)

Recentemente o presidente dos Correios, Guilherme Campos, participou de uma reunião em Rio Claro. Na oportunidade, além de falar sobre os transtornos que vêm ocorrendo nas entregas das correspondências no município, também descartou uma terceirização da empresa. “Os Correios sempre viveram do monopólio postal. Com a redução das postagens, ocorreu queda significativa na receita”, explicou. “Mesmo em situação financeira delicada, posso afirmar que a terceirização da empresa está descartada. Seria um desserviço ao Brasil”, pontuou.

Quem passou pelo Centro de Distribuição dos Correios na Rua 4 nos últimos dias pôde ter notado uma grande fila. Eraldo Luiz Evangelista Costa procurou o JC nessa quarta-feira (9) para se queixar dos serviços. “Desde o mês passado tenho notado problemas na entrega de correspondências. Fui prejudicado pois deixaram de enviar cobranças e tive que me programar de outra forma para não perder o pagamento dos boletos. A fila nos Correios da Rua 4 está grande quase que diariamente”, pontuou Eraldo.

Transtornos

Em Rio Claro, o presidente dos Correios afirmou que ‘que a solução está a cargo da SP Interior’. Ele criticou ainda as instalações onde funciona o Centro de Distribuição. Na cidade, há um déficit de 10 carteiros. “Temos pessoas que moram em Rio Claro e atualmente trabalham em Araras, Limeira, Mococa, entre outras localidades”, diz o gerente da empresa Rubens Ferreira Garcia, que acredita que transferências regionais possam solucionar o problema. Ele também atribuiu os transtornos aos afastamentos médicos, que diminuíram o número de profissionais nas ruas.

Em outra ocasião, os Correios afirmaram que as entregas estão normalizadas e dentro dos prazos. Dois carteiros fizeram contato para denunciar precariedade do serviço: insalubridade e horas extras que estariam sendo forçadas para se cumprir, além da falta de manutenção nos carros da empresa.

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