Rio-clarense que mora na França relata situação local

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Lucas Calore

Ato realizado na Universidade Montpellier Supagro (Foto: reprodução)
Ato realizado na Universidade Montpellier Supagro (Foto: reprodução)

O jovem rio-clarense Pedro Dias, de 24 anos, mora na França desde julho de 2014. O estudante reside na cidade de Montpellier, a quase 750 quilômetros de distância da capital Paris. Em conversa com o JC, Pedro relatou sobre como está a situação entre os franceses após o atentado contra o jornal Charlie Hebdo, na última quarta (7).

Segundo ele, o clima está tenso e todos estão muito tristes e também revoltados com o acontecimento. “Os franceses de uma forma geral saíram às ruas em prol da liberdade de expressão, pois sentiram que este ataque foi também um ataque a toda a população francesa”, afirmou.

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O rio-clarense contou que parte da população saiu em protesto com cartazes contendo a frase “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie, em português) em apoio aos mortos, porém, também se colocaram dizendo que isso pode acontecer a qualquer um, a qualquer hora e em qualquer lugar.

O rio-clarense Pedro Dias, estudante de Gestão Ambiental
O rio-clarense Pedro Dias, estudante de Gestão Ambiental

“A minha universidade organizou um ato, o que eles chamam de “rassemblement”, com todos os funcionários, professores e alunos. Foi proposto um minuto de silêncio em compaixão aos mortos e também um minuto de reflexão do ideal que cada um quer seguir. Haverá também um debate nesta sexta-feira sobre o tema, pois muitos não concordam ou ao mesmo tempo não acham engraçadas as sátiras publicadas, mas estão querendo deixar bem claro que não é essa a questão invocada, e sim a violação da liberdade de expressão”, disse.

O estudante comenta ter a impressão de que, apesar do trágico acontecimento, a sensação de segurança na França é grande. “Aqui a vida de um ser humano vale muito. Logo que algo acontece, já criam alertas e proteção máxima no local. Acredito que nós, estrangeiros intercambistas, não seremos influenciados em nada. Mas penso que sempre tem alguém que pode generalizar o ocorrido e favorecer o preconceito entre outras culturas, como contra os islâmicos”, conclui.

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