RC está entre as 100 cidades com IPTU mais elevado

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Antonio Archangelo

A Prefeitura Municipal de Rio Claro informa que está empreendendo esforços para efetuar o pagamento a seus funcionários

Prestes a receber um reajuste, já que o Mapa Genérico de Valores foi elevado em 6,74%, o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) médio pago por cada rio-clarense, no ano passado, colocou a cidade entre os 100 municípios brasileiros com maior valor cobrado pelo tributo. De acordo com dados do Tesouro Nacional, em 2013, o município arrecadou R$ 44,48 milhões com o IPTU, cada rio-clarense pagou, em média, R$ 226,00, sendo o 85º IPTU mais elevado do país e o 52º do Estado de São Paulo.

O valor também é maior se comparado com as cidades do Aglomerado Urbano de Piracicaba, com média de R$ 152,00. Em relação às cidades vizinhas, o IPTU per capita em Piracicaba, em 2013, foi de R$ 172; em Limeira de R$ 187; em Americana R$ 181; em Santa Gertrudes de R$ 176; em Araras e Analândia estimado em R$ 158; de Ipeúna – R$ 135; de Corumbataí de R$ 91 e Itirapina – R$ 85.

Cabe lembrar que no ano passado, de acordo com os dados, cada rio-clarense pagou em média R$ 30 relacionados ao ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de direitos a eles relativos); R$ 161 de ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza); R$ 822 de ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação); R$ 150 de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), totalizando uma carga tributária per capita de R$ 1.389,00.

MAIS CAROS

A cidade de Ilha Comprida (SP) paga o maior IPTU do país, cerca de R$ 1.687 por morador, 14 vezes a média nacional de R$ 118. Outros municípios litorâneos paulistas estão entre os dez mais taxados do país: Bertioga, Guarujá, Praia Grande e São Sebastião. A cidade de São Paulo tem o maior IPTU entre as capitais, de R$ 461 por habitante, e o estado tem a maior média do país, de R$ 273.

DESPESAS

Ainda de acordo com o levantamento, a Prefeitura de Rio Claro teve um despesa funcional com a Saúde de 26,16%; Educação – 25,30%; Saneamento -12,93%; Administração – 10,73%; Urbanismo – 9,69%; Encargos Especiais – 3,96%; Assistência Social -3,33%; Legislativa – 3,28%; Habitação -1,84%; Cultura -1,48%; Previdência Social -0,89%; Transporte – 0,48%.

Em relação às despesas sob o olhar econômico, foram 51,64% com Pessoal e Encargos; 37,06% com Outras Despesas Correntes; 6,49% com Investimentos; 4,64% com amortização da dívida; 0,2% com juros e encargos da dívida; 0,01% com inversões financeiras.

INDICADORES

No ano passado, para cada real de transferências intergovernamentais, a prefeitura teve a capacidade de gerar receitas R$ 0,37 em arrecadação. Você pode consultar o valor arrecadado com impostos e os índices orçamentários em http://www.meumunicipio.org.br/.

2 COMENTÁRIOS

  1. Precisamos de políticos criativos e não somente gastadores de dinheiro público. A continuar desta forma estaremos pagando aluguel de nossas próprias casas ao prefeito. Precisa-se urgente atrair empresas para criar empregos e sendo assim novas receitas e não ter como fonte principal o suado dinheiro do trabalhador.

  2. Concordo com o Dirceu Celini , o prefeito precisa realmente ser criativo e buscar renda junto as empresas e pra isso precisa ser capaz de trazer mais empresas pra cidade , mas precisa trazer empresas que empreguem milhares de colaboradores , não um pingadinho de gente , a matemática é simples , qto mais gente trabalhando e ganhando salário digno ( acima de 02 salários mínimos de preferência ), mais gente consumindo e mais a indústria produzira e venderá e assim o dinheiro circula ,a prefeitura não pode querer viver de IPTU ,como escreveu o colega Dirceu ,se continuar assim daqui a pouco o cidadão rio clarense vai pagar aluguel da sua própria casa ,embora nada seja da gente de fato porque tem sempre a mão do governo no meio cobrando impostos , taxas , etc… ainda mais no Brasil, tudo gira em torno de impostos e taxas.

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