Rapaz tenta roubar casa de PM no Jardim Claret e acaba morto

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Sidney Navas

Danilo de Oliveira Silva, que foi morto pelo PM
Danilo de Oliveira Silva, que foi morto pelo PM

Danilo de Oliveira Silva, 19 anos, foi baleado e morto em uma frustrada tentativa de roubo na Rua 19, no Jardim Claret, segundo relatos contidos no Boletim de Ocorrência feito pela Polícia Civil. Conforme as mesmas informações, dois homens invadiram a residência de um PM, na noite de quarta-feira (2), que reagiu à tentativa de assalto. Houve troca de tiros que acabaram atingindo a dupla. Os moradores, por sorte, não foram alvejados pelos disparos.

Danilo não resistiu e morreu no local. O outro jovem, mesmo baleado, conseguiu escapar e até o fechamento desta edição não tinha sido encontrado. As autoridades desconfiam que, além dos dois, mais um homem também poderia estar dando cobertura à dupla. A Polícia Militar frisa que um alerta foi repassado a todos os hospitais de Rio Claro e região, caso o baleado procure ajude médica.

O delegado da Central de Polícia Judiciária, Carlos Alberto Schio, contou à reportagem do JC que Danilo já estava sendo investigado por suspeita de participação em outros roubos cometidos na cidade. Informações adicionais também revelam que Danilo, quando menor de idade, teria cumprido medidas socioeducativas na Fundação Casa (a antiga Febem).

Como tudo começou

Rodrigo Arena, major do 37º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), explica que os acusados aproveitaram para agir quando uma das moradoras do imóvel estava do lado de fora conversando com conhecidos. “Nesse momento eles chegaram e anunciaram o assalto e entraram na casa, mas tudo indica que os rapazes não podiam imaginar que se tratava da residência de um policial militar, que por sua vez agiu em legítima defesa”, observa Arena.

MORTE DECORRENTE DE INTERVENÇÃO POLICIAL: rapaz acusado de invadir e tentar roubar casa de PM foi morto
MORTE DECORRENTE DE INTERVENÇÃO POLICIAL: rapaz acusado de invadir e tentar roubar casa de PM foi morto

A arma usada pelo PM pertence à corporação e pode ser usada pelo policial em seu horário de folga e, como manda a lei, foi apreendida para ser periciada. O revólver que estava com o segundo acusado não foi encontrado.

Quem presenciou a confusão ficou bastante assustado com a movimentação de viaturas no bairro e com os barulhos dos tiros. Diligências aconteceram nas imediações e seguiram durante toda a madrugada, mas ninguém foi localizado. O helicóptero Águia do Grupamento Aéreo de Piracicaba seria acionado, mas isso não aconteceu em razão do forte temporal que assolava toda a região. A ocorrência está sendo tratada como morte decorrente de intervenção policial.

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