Quando a união e o diálogo fazem a diferença na luta contra as drogas

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Adriel Arvolea

Força, relatos, diálogos e ajuda mútua são o diferencial do Narcóticos Anônimos
Força, relatos, diálogos e ajuda mútua são o diferencial do Narcóticos Anônimos

O diálogo e a troca de vivências na luta contra a dependência química. Uma arma que tem se mostrado eficaz. Hoje, na série ‘Menores no mundo das Drogas’, conheça Amanda, servidora de confiança do Narcóticos Anônimos (N.A.). O nome é fictício, uma vez que o grupo preserva sua identidade publicamente.

Para quem não sabe, o N.A. é uma irmandade ou sociedade sem fins lucrativos, de homens e mulheres para quem as drogas se tornaram um problema maior. Nesta batalha, o mais interessante é que são dependentes químicos em recuperação, que se reúnem regularmente para ajudar uns aos outros a se manter ‘limpos’ – livres do vício.

“Este é um programa de total abstinência de todas as drogas e há somente um requisito para ser membro: o desejo de parar de usar. Pensar que o álcool é diferente das outras drogas fez muitos adictos recaírem. Antes de chegar ao N.A., muitos de nós encaravam o álcool separadamente. Não podemos nos enganar. O álcool é uma droga. Sofremos de uma doença chamada adicção e temos que nos abster de todas as drogas para podermos nos recuperar”, explica Amanda.

O programa é um conjunto de princípios escritos de uma maneira tão simples que podem segui-los em suas vidas diárias. O mais importante é que eles funcionam. “Não estamos ligados a nenhum grupo político, religioso ou policial e, em nenhum momento, estamos sob vigilância. Depois de chegarmos ao N.A., descobrimos que éramos doentes.Nos recuperamos por meio de partilhas de dependentes químicos onde a empatia é que nos faz voltar às reuniões. Sentimos que o nosso método é prático, porque um adicto pode melhor compreender e ajudar outro adicto”, esclarece.

Quando um dependente químico chega ao N.A., a maioria dos pais quer saber apenas que tipo de papel deve desempenhar na recuperação de seu ente querido. A resposta a essa pergunta será diferente para todos, mas pode ser útil ter em mente que a recuperação é um processo que leva tempo. Aprender a praticar os princípios contidos nos Doze Passos é uma experiência unicamente pessoal, consistindo de tarefas como elaborar um inventário pessoal e fazer reparações. Esta seção indica algumas das maneiras como jovens têm encontrado apoio de suas famílias para a sua recuperação.

“O único requisito para ser membro é o desejo de parar de usar, e cada grupo tem apenas um propósito primordial: levar a mensagem ao dependente químico que, ainda, sofre. E essa mensagem é qualquer dependente químico pode parar de usar, perder o desejo e encontrar uma nova maneira de viver”, orienta a servidora.

A literatura de Narcóticos Anônimos sugere que os recém-chegados participem durante 90 dias, de 90 reuniões, quando possível, e, então, manter a frequência em reuniões regulares. A recuperação envolve a criação de novos relacionamentos saudáveis e isso, geralmente, começa em reuniões. Esses relacionamentos são uma parte importante de atingir a abstinência de drogas e aprender uma nova maneira de viver.
Em Rio Claro, são dois grupos de N.A.:

Grupo Viver Limpo
Rua 8, 1.547, Sala 8 – 1° andar,Centro. Reuniões: terça, quarta e sexta, sábado e domingo, às 20h

Grupo São Miguel
Rua 10-A, 2.034, São Miguel. Reuniões: quinta-feira, às 20h
A linha de ajuda da nossa região é (19) 99145-6544 e 0800 888 6262.
www.na.org.br

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