A Polícia Militar blindou o Plenário durante a votação do projeto que visa mudar a forma de custear a ParanaPrevidência

Favari Filho

A Polícia Militar blindou o Plenário durante a votação do projeto que visa mudar a forma de custear a ParanaPrevidência
A Polícia Militar blindou o Plenário durante a votação do projeto que visa mudar a forma de custear a ParanaPrevidência

Em greve desde o último sábado (25), os professores da rede estadual de ensino do Paraná realizaram protesto em frente à Assembleia Legislativa, durante a votação do projeto do governo estadual que visa mudar a forma de custear a ParanaPrevidência.

O texto do projeto foi aprovado em segundo turno e em redação final na quarta-feira (29). Agora segue para sanção do governador peessedebista Beto Richa. Quando da votação, os professores foram impedidos de entrar na Assembleia, pois resguardada pelo mandado proibitório, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná blindou o Plenário durante o fim de semana afirmando que o patrimônio público não pode ser afetado com os atos.

O Jornal Cidade conversou com o professor de ética e filosofia da Unicuritiba, Edimar Brígido, que estava no local na hora do conflito e acompanha de perto o problema no Paraná. Brígido expôs que a educação pública no Estado passa por um momento muito difícil e, devido a algumas atitudes do governador, chegou ao cume com o confronto. “Na quarta-feira (29) tivemos o ápice do momento no conflito entre manifestantes e policiais militares que estavam a serviço dos interesses do governo”, aponta.

O mestre e doutorando em Filosofia explica que o problema é complexo e envolve direitos que foram conquistados pelos professores e que agora estão sendo desrespeitados pelo governador Richa. “A previdência faz parte desses diretos. Na verdade, o Estado do Paraná enfrenta uma grave crise financeira. O governador percebeu que poderia solucionar parte do problema confiscando o fundo de previdência dos professores, são 8 bilhões”, contesta.

Brígido defende que na democracia a solução é resultado do diálogo, porém afirma que não houve conversa do governo com os professores. “Para você ter uma ideia, a Assembleia Legislativa foi cercada para impedir o acesso dos professores que desejavam participar da votação. A lei que confisca a previdência deveria ser amplamente debatida, porém foi votada em regime de urgência”.

O professor aponta para o fato de que a falta do debate acerca do tema, demonstrou o caráter impositivo do governo, causando transtornos para a população. “Foi o que ocorreu na quarta, que resultou em professores feridos por lutar pelos seus direitos. Isso é um ataque à democracia, os paranaenses estão assustados com a violência dos últimos acontecimentos. Nunca houve um episódio desta proporção em nosso estado”, finaliza.

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