O acusado, preso preventivamente, foi transferido para presídio de Serra Azul. A Delegacia da Mulher de São Carlos investiga

Antonio Archangelo

O acusado, preso preventivamente, foi transferido para presídio de Serra Azul. A Delegacia da Mulher de São Carlos investiga
O acusado, preso preventivamente, foi transferido para presídio de Serra Azul. A Delegacia da Mulher de São Carlos investiga

O delegado Gilberto Aquino conversou nessa sexta-feira (23) com o Jornal Cidade e estimulou que pessoas e atletas que conviveram com o treinador de futebol Carlos Alberto Tomas denunciassem casos de assédio e abuso, mesmo que antigos. Tomas é acusado de ter violentado um jovem de 16 anos que residia num alojamento para atletas no Sítio Paraíso, em Ajapi, no último final de semana.

O técnico com passagens pela Ponte Preta e pelo Velo Clube convidou a vítima para passar a noite em sua residência em São Carlos, quando teria estuprado o garoto. De acordo com Aquino, “não tenho dúvidas do crime”. “Ele conseguiu ir ao banheiro e mandar uma mensagem para os pais. Quando os pais chegaram em São Carlos, viram o treinador com a vítima dentro de um veículo. Ele tentou fugir, mas a Polícia Militar foi acionada e apresentou o treinador na delegacia”.

“Os pais entregaram o filho ao instrutor para treinarem no Sítio Paraíso, em Ajapi. Ele ficava lá, fazia cursos e esperava ingressar em um time maior. Então, o instrutor criou um elo de confiança com os pais. Os atletas que conviveram com o preso e foram vítimas de abuso ou assédio devem comparecer à delegacia para relatar os casos. Podem ir na Delegacia da Mulher de Rio Claro, será mantido sigilo da identidade”, incentivou

“Precisamos analisar, agora, o perfil do criminoso. Até porque já recebemos ligação de uma outra possível vítima que não queria aparecer na delegacia com receio. Estes depoimentos serão colhidos e tudo ficará em sigilo”, disse. “Foi remetida para a polícia de Rio Claro uma precatória para que aconteça uma diligência no alojamento em Ajapi. Este jovem foi vítima da doença deste instrutor. A vítima relatou que ele fazia brincadeira no alojamento, estimulava o sexo”, revelou.

O Velo Clube, que tinha uma parceria com o empresário responsável pelo centro de treinamento, divulgou, por meio de nota, o assunto. “A parceria com os gestores das categorias de base sub 15 e sub 17 findou-se em 4 de setembro último, quando se encerrou o campeonato até então disputado”, classificando o episódio como “totalmente reprovável”.

Cabe lembrar que em setembro o Ministério Público do Trabalho esteve na chácara e no alojamento que abrigava os atletas. Quatorze menores estavam alojados sem a estrutura e higiene adequadas, conforme preveem normas trabalhistas. Pela Lei Pelé – Lei 9.615 de 24 de março de 1998, a partir dos 14 anos, o jovem atleta já está protegido, incluindo o bem-estar dos adolescentes.

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