Polícia orienta alunos sobre ocorrências

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Lucas Calore

A insegurança na região do câmpus da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), em Rio Claro, volta a chamar a atenção e estudantes pedem por mais ações de policiamento nos arredores do bairro Bela Vista. Os relatos de assaltos estão cada vez mais comuns entre os alunos.

Ana Luiza Mendes, de 23 anos, está no quinto ano da Unesp e foi vítima dentro do próprio câmpus no último dia 25, segunda-feira, por volta das 22h. “Eu e uma amiga fomos abordadas em frente ao campinho por três garotos. Pediram celular, mas não tínhamos levado. Por sorte não levaram minha bicicleta. Não avisamos os vigilantes porque, por mais que eles queiram nos ajudar, não têm a autoridade pra deter esses indivíduos. Liguei direto pra polícia em casa”, relata a jovem.

Até mesmo um grupo foi criado na internet pelos universitários para relatar as ocorrências e alertar os demais alunos. Somente no mês de setembro foram aos menos 10 ocorrências de roubos. Raul Lima, de 22 anos, publicou que foi assaltado com um amigo na Rua 11-B. Ao JC disse que chamou a polícia, mas que muitas vezes os alunos acabam apenas usando a internet para avisar os demais, sem fazer boletim de ocorrência.

Denúncias

Segundo a ouvidora geral da Unesp, a Profª Drª Claudia Maria de Lima, os jovens têm procurado o serviço para registrar queixas. “Temos recebido sobre o entorno [da Unesp], no percurso da moradia até a universidade. No entanto, isso diz respeito à segurança pública, que é de responsabilidade do Estado. Até pensamos em organizações junto às instâncias responsáveis, mas nossa vigilância é patrimonial, que orienta os alunos e não tem poder de polícia”, informa.

O que diz a PM

O JC entrou em contato com o 37º Batalhão da Polícia Militar de Rio Claro. De acordo com o capitão Barreto, as autoridades têm mantido diariamente o policiamento ostensivo preventivo nos arredores da Unesp, bairros como Bela Vista, Vila Indaiá, Vila Nova e São Miguel.

“Não há registro de aumento da prática de crimes em tais bairros, no entanto a PM orienta que a vítima sempre registre o boletim de ocorrência, que pode ser feito diretamente na delegacia de policia ou no site da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (www.ssp.sp.gov.br)”, comunica.

Ainda segundo o capitão, frequentemente a PM se reúne com os diretores do câmpus para tratar dos assuntos de segurança que envolvem a Universidade e suas vias externas. “A PM e a GCM realizam inclusive patrulhamento no interior do câmpus”, finaliza.

1 COMENTÁRIO

  1. O problema é que a Unesp é aberta ao público em geral, em ambas as portarias deveria ter um sistema de identificação ou biometria para impedir o acesso de qualquer um lá. Até quem faz caminhadas diárias ali (como eu) está sujeito a ser abordado…deveria ter um cadastro para melhor controle de que entra e quem sai, acho que sei quem são esses 3 vagabundos, eles fingem que vão fazer “caminhada” no período da tarde/noite, mas é nítido que o estilo é de meliante…todos tem o mesmo tipo e mesmo naipe de “mano”, a forma de se vestir e agir.

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