Nas redes sociais, Panga é tido como prejudicial à saúde

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Wagner Gonçalves

 O peixe não oferece perigo a quem o consome se já for comercializado como filé
O peixe não oferece perigo a quem o consome se já for comercializado como filé

Já há algum tempo vem circulando pela internet a informação de que uma especiaria de peixe causou intoxicação e envenenamento após o consumo. Compartilhamentos desse teor ganham bastante repercussão nas redes sociais, devido a temer pelo bem-estar e saúde. Mas até que ponto devemos acreditar nessas informações?

A maneira como é vendida pode ou não causar intoxicações aos que comem do peixe, pois o peixe Panga, como é conhecido, apresenta vísceras que são nocivas ao organismo humano. No entanto, conforme a nutricionista da Vigilância Sanitária de Rio Claro, Mônica Marina Bonifácio da Silva, o peixe não oferece perigo a quem o consome se já for comercializado como filé.

Ela explica que qualquer alimento comercializado passa por avaliações e testes para definir se está apto para o consumo humano. Caso seja aprovado, o alimento recebe um selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, portanto, pode ser consumido. Quando há algum produto que apresenta qualquer indício de contaminação, os produtos são retirados do mercado e os postos da Vigilância Sanitária são avisados. “Neste caso não fomos alertados sobre este tipo de alimento, por isso a informação não procede”, destacou a nutricionista.

No entanto, quando se trata da alimentação é preciso estar atento às condições em que se encontram os produtos, como, por exemplo, se a embalagem não foi violada ou aberta, bem como se não está amassada. Além disso, devem ser observadas as condições de armazenamento dos produtos, com atenção especial aos que são perecíveis ou precisam de refrigeração. “É importante verificar a datas de fabricação e prazos de validade antes de adquirir qualquer que seja o produto”, comentou a nutricionista. Além disso, é preciso verificar a procedência de restaurantes e supermercados antes de consumir os produtos.

Boataria pela internet

Desde que se ampliou o acesso à informação, por meio da internet, tornou-se comum o que os internautas compartilhem dicas, alertas e informações, principalmente, por meio das redes sociais. No entanto, nem tudo que circula no meio eletrônico é verdadeiro. Incluem-se dados simples, como uma atualização de localização de local, até uma acusação, como o que houve recentemente no Guarujá, em que uma mulher foi linchada por ter sido confundida com uma sequestradora.

No caso do Peixe Panga o boato pode não levar a repercussões violentas, no entanto, podem causar medo nas pessoas. Por isso, a orientação é de que se faça a confirmação, por meio de posicionamentos oficiais consistentes, antes de qualquer conclusão. No caso de alimentos, o site da Anvisa mantém a atualização com informações dos alimentos que apresentaram irregularidades e, portanto, são impróprias para consumo.

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