Codiretor e ator da peça, Eduardo Moreno e a atriz Tayanne Couto (foto: Germania Heibe)

Enquanto as locadoras de filmes foram fechadas, uma a uma, já há algum tempo, um outro ramo ganha força neste momento de pandemia do novo coronavírus: as ‘locadoras de espetáculos’. É isso que a Amo Entretenimento fez ao disponibilizar, na internet, sua nova peça teatral.

Em parceria com a Secretaria de Cultura de São Paulo e o Governo Federal, a empresa disponibilizou, on-line, na última terça-feira (9), o espetáculo “A história nunca contada de Allan Kardec, o cientista do infinito” – obra contemplada pela Lei Aldir Blanc.

Baseada em documentos recém-revelados, a obra promete ser uma intrigante história de amor, superação e liberdade. Nela, um homem e sua esposa estão em busca de respostas, acima de todos os interesses, deixando para a humanidade as revelações sobre as verdadeiras leis da vida.

Em entrevista ao Jornal Cidade, o codiretor e ator da peça, Eduardo Moreno, disse que tudo está sendo uma grande novidade, pois não é teatro exibido ao vivo, cinema, nem novela. É um teatro gravado.

“Fizemos os ensaios normalmente e depois adequamos as cenas para um melhor enquadramento. Tentamos manter o mais fiel e próximo do que o espectador assistiria se estivesse na plateia. Foram mais de 10h de gravação, para um espetáculo que dura 1h42. É trabalhoso e prazeroso”, contou.

A peça tem texto e direção de Alan Moraes, mesmo diretor do espetáculo “Paulo e Estêvão”, e consultoria de Paulo Henrique de Figueiredo, e está disponível para compra na plataforma Vimeo. O telespectador tem até 48 horas para assistir, quantas vezes quiser.

“Uma experiência única”

Moreno, que nasceu em Santo André e foi criado em Rio Claro, fez “Carga Pesada”, assinado pela amiga, a atriz e escritora Mara Carvalho, ao lado de Antônio Fagundes e Stênio Garcia. Também participou da minissérie “Dalva e Herivelto”, como Orlando Silva, além de ter feito vários curtas-metragens no cinema e inúmeros espetáculos de teatro. Para ele, tudo está diferente agora, com a pandemia.

“Ela [a pandemia] nos obrigou a se reinventar para que pudéssemos sobreviver da nossa arte e continuar a emocionar e divertir as pessoas, que é o nosso grande motivo em fazer arte. Essa mola educadora e transformadora, tão fundamental para a vida do ser humano. Eu amo o que faço. Sou muito agradecido pela vida”, contou.

Moreno disse que nada substitui fazer teatro ao vivo, mas com a quarentena, a alternativa encontrada foi reinventar a forma de levar o teatro para o público.

“O espetáculo é simplesmente lindo e traz, inclusive, novas revelações sobre Allan Kardec e o espiritismo”, afirmou.