MPF denuncia rio-clarenses por ataques a bancos

1734

Os dois rio-clarenses, de 69 e 44 anos, presos pela Polícia Civil de São Paulo em uma residência no Jardim Floridiana, no dia 5 de setembro, foram denunciados pelo Ministério Público Federal. O MPF sustenta que ambos estão envolvidos nos ataques a bancos registrados no mesmo dia na cidade de Bauru (SP) e requereu que a Justiça Federal mantenha a prisão preventiva da dupla.

Os acusados tiveram a prisão preventiva decretada no dia seguinte, em 6 de setembro, após audiência de custódia no Fórum de Rio Claro. Segundo o MPF, eles são acusados de integrar organização criminosa para a prática de roubo, com uso de explosivos, armas de fogo de uso restrito (fuzis AK-47) e com manutenção de refém, causando danos a agência bancária, viaturas policiais e carros particulares, além da posse de explosivos, armas e munições.

A casa onde foram localizados no município funcionaria como base da organização criminosa. No local, os policiais apreenderam cerca de R$ 45 mil. A quadrilha utilizou explosivos no cofre da agência da Caixa Econômica Federal. Ao todo, foram levados o montante de R$ 207 mil, além de dólares e pedras preciosas. Boa parte dos bens furtados foi recuperada. Em um dos veículos abandonados pelos criminosos durante a fuga foram encontrados R$ 161 mil, US$ 868 mil (dólares) e uma maleta com esmeraldas, além de coletes balísticos, rádios-comunicadores, carregadores e munições. Acredita-se que o valor encontrado na residência é o restante do total furtado.

Prisão

A reportagem do Jornal Cidade acompanhou a megaoperação deflagrada na residência no início do mês, com mais de 40 policiais em cerca de 20 viaturas do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), além da equipe do GER (Grupo Especial de Reação), colaboraram na diligência.

A descoberta da base envolveu um trabalho de inteligência e troca de informações entre todas Divisões do Deic. Uma apuração chamou a atenção. Policiais da 3ª Delegacia Divecar (Investigações sobre Desmanches Ilegais) monitoravam indivíduos suspeitos de roubo de carga. A equipe detectou semelhança entre os veículos usados nos ataques em Bauru e os utilizados nas ações nas estradas.

Qual sua opinião? Deixe um comentário: