Movimento “Vem pra Rua” emite nota oficial e convoca população para novo ato

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Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

De acordo com a PM, cerca de quatro mil pessoas participaram da manifestação do dia 15 de março em Rio Claro
De acordo com a PM, cerca de quatro mil pessoas participaram da manifestação do dia 15 de março em Rio Claro

Através de nota oficial enviada para a imprensa, o Movimento “Rio Claro Vem Pra Rua” agradeceu o apoio dos munícipes que participaram da manifestação popular no último dia 15, convocando os populares a participarem da próxima manifestação, prevista para o próximo dia 12.

>>> VÍDEO: rio-clarenses saem às ruas no Centro em protesto

Confira a nota do movimento: “engrandecido com a credibilidade que nos foi depositada pela comunidade rio-clarense, vem a público agradecer o apoio das autoridades constituídas e de todos os cidadãos que acompanharam a manifestação do dia 15 de março de 2015. O grupo reafirma que é apartidário, não foca o Impeachment, tampouco o retrocesso e enfatiza que o principal objetivo é dar voz a uma população cansada da corrupção e do desgoverno e reitera que o propósito do Grupo é o de conscientizar a comunidade em relação à politica nacional, em repudio ao desgoverno e a corrupção que assola o nosso País. O movimento apela aos Senhores Congressistas que cumpram com seus deveres e restabeleçam a credibilidade da Nação e chama a todos que se juntem a nós em uma nova manifestação democrática familiar, apartidária, pacifica e com respeito à Ordem Pública que acontecerá no próximo dia 12 de abril de 2015, que está sendo divulgada na fanpage oficial”, conclui a nota.

Ao contrário do grupo de Rio Claro, o MBL (Movimento Brasil Livre), um dos responsáveis pela articulação do protesto na Avenida Paulista, se posiciona a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e contra a intervenção militar, o MBL foi o primeiro dos grupos participantes do ato deste domingo a confirmar nova manifestação, que será realizada no dia 12 de abril, às 15 horas, no mesmo local. O grupo recolheu cerca de quatro mil assinaturas em favor do impeachment da presidente. O MBL acredita que novos protestos fortalecerão seus objetivos.

3 COMENTÁRIOS

  1. SE CONTINUAR ESSA PRESSÃO TEMOS CERTEZA QUE MUITA COISA VAI MUDAR, PORQUE O POVO UNIDO PODE CONSEGUIR MUITA COISA DE FORMA ORGANIZADA E SEM BADERNAS.
    TEMOS QUE ENCURRALAR ESTE PT QUE DESDE 2003 VEM ACABANDO COM ESTE PAÍS, ILUDINDO OS IGNORANTES, PARA SE PERPETUAREM NO PODER.
    NESTA AMÉRICA LATINA JÁ TEMOS O EXEMPLO DAS POLÍTICAS PRATICADAS NA BOLÍVIA, VENEZUELA, ONDE SEUS COMANDANTES MUDAM A CONSTITUIÇÃO PARA PERMANECER NO PODER E AQUI ESSE PARTIDO PROMOVE A FARRA DA CORRUPÇÃO PARA CONSEGUIR APOIO POLÍTICO E MANIPULAR OS OTÁRIOS NA HORA DE VOTAR E COM ISSO VEM PERMANECENDO TAMBÉM NO PODER.

  2. Datafolha retrata o grito das ruas. Não era golpismo

    Milton Corrêa da Costa
    A recente pesquisa de opinião, divulgada pelo Instituto Datafolha, indica que 62% dos entrevistados consideram, hoje, a gestão do governo Dilma Rousseff, ruim ou péssima. Segundo a pesquisa, a popularidade da presidente caiu em todas os segmentos sociais e em todas regiões do país. Conclusão; as manifestações populares do histórico 15 de março de 2015 não eram golpismo. Era o brado dos que não aceitam mais os erros e as falcatruas tipo petrolão.
    PROTESTOS Gostaria de saber qual seria agora a interpretação do senhorSecretário-Chefe da Presidência da República, Miguel Rossetto,que na entrevista, pós-manifestação, disse que aquele protesto era dos que não votaram na presidente.Também seria bom ouvir o líder no PT na Câmara, Sibá Machado, que tratou as manifestações como uma ação em que a CIA estaria por trás. Interpretações fora de sintonia ou de quem insiste em não enxergar o contexto adverso..
    avenida-paulista-sp-corte-350-940-parte2-original Até os coloridos de vermelho, que se manifestaram na sexta-feira 13, onde boa parte recebeu um bolsa-passeata com mortadela, através de sindicatos e movimentos sociais, apesar de todo o apoio à presidente, deixaram transparecer, pelos cartazes ostentados, a insatisfação contra recentes medidas de ajuste tomadas pelo próprio governo, num momento político e econômico conturbado, onde até mesmo direitos trabalhistas ficariam ameaçados..
    Na mesma pesquisa Datafolha a aprovação do Congresso Nacional foi de 9%.. A da presidente chegou a 13%. Ou seja, temos um governo e um Congresso rejeitados fortemente, neste instante, pela opinião pública. O povo cansou, principalmente de falcatruas que enriqueceram os “espertos”..Aliás, quanto mais se mete a mão na lama da Petrobrás, mais ela fede. Uma vergonha nacional as manobras ardilosas que desvalorizaram e enfraqueceram a nossa maior empresa.
    BRASIL VEM PRA RUA
    O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, também traiu sua própria bandeira de luta pelo operariado, ante o projeto de perpetuação dos “companheiros” no poder, por qualquer meio, até por doações eleitorais maquiadas conforme o Ministério Público. O que é pior, nunca antes neste país tantos nunca souberam de nada, só os bancos suíços é que conhecem a destinação da grana, nem sempre lícita. Imaginem agora se o desvio de bilhões de reais dos cofres da Petrobrás, tivesse sido carreado para as áreas de educação, saúde, saneamento e moradia. Por certo já seriamos considerados país de primeiro mundo, sem que os milhões de miseráveis dependessem mais dos bolsas-tudo.
    Nessa conjuntura conturbada da política brasileira, parece-me também que há uma declaração recente a ser debatida. A da senhora presidente Dilma Rousseff de que “valeu a pena lutar pela democracia”. Obviamente que a presidente e todos nós brasileiros, à exceção dos radicias, desejamos e lutamos pela democracia em toda sua plenitude. Reconhece-se também a coragem da senhora presidente ao fazer parte, ainda muito jovem, de uma organização clandestina para lutar contra o regime de exceção. Tem todo o direito, portanto, de orgulhar-se de seu idealismo.
    No entanto, para alguns historiadores e pensadores, os militantes da luta armada, pelo menos naquele momento, não lutaram pela democracia e sim pela ditadura do proletariado, marxista–leninista, tipo a que Fidel Castro implantou em Cuba. A mesma dos atos ditatoriais na Venezuela, onde o governo brasileiro não se manifesta contra a “ditadura” (bolivariana)chavista com restrições à livre expressão e aos opositores naquele país. Esta declaração é ,portanto, questionável por alguns estudiosos.
    Por outro lado, além do atual pacote anticorrupção, lançado oficialmente pelo governo para amainar o grito das ruas, cujo dispositivo (artigo) principal deveria ser “é proibido roubar”, fica faltando o pacote antiviolência que contemple, objetivando a urgente proteção de nossa sociedade, a redução da idade de responsabilização penal, a reforma do sistema penitenciário, a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente e a criação da Guarda Nacional de Fronteiras para impedir a avalanche da entrada de armas e drogas em território nacional,
    A lamentar, a não participação de conhecidos parlamentares de esquerda, que sempre tiveram a frente das manifestações democráticas, no histórico 15 de março de 2015. Perderam o trem da história. Não era golpismo. Era o grito de brasileiros e brasileiras que pagam as contas resultantes dos erros, das falcatruas e das roubalheiras em diversos setores da vida pública e privada. É preciso calçar urgentemente as sandálias da humildade, caso contrário o clamor das ruas prevalecerá. A bandeira do Brasil não é vermelha. É verde, amarelo, azul e branco. Lave-se a jato toda nossa sujeira.

    Milton Corrêa da Costa é tenente coronel reformado da PM do Rio de Janeiro.
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    A ideia é promover o debate mais livre possível, dentro de um patamar mínimo de bom senso. Obrigado.

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