Estacionamento rotativo na região central de Rio Claro conta com tarifa de R$ 1,80 atualmente para uma hora de parada.

Concessionária responsável pelo serviço solicitou reajuste na tarifa e cabe ao prefeito Gustavo Perissinotto determinar em decreto. Uma hora custará R$ 2,20

Motoristas que circulam pela região central de Rio Claro devem preparar o bolso. A partir das próximas semanas passará a vigorar um reajuste no valor da tarifa paga para a chamada zona azul, que é o serviço de estacionamento rotativo no Centro do município. Isto porque, segundo informou o secretário de Mobilidade Urbana da Prefeitura, Paulo Rogério Paulon, a empresa responsável Estapar enviou solicitação de recomposição tarifária ao poder público local. Em entrevista ao programa Farol JC – disponível em vídeo nas redes sociais do Jornal Cidade – o secretário confirma que o valor será aumentado.

A reportagem do JC obteve acesso às informações do decreto que deve ser publicado nos próximos dias e o valor de uma hora, que hoje custa R$ 1,80 passará a ser de R$ 2,20, um aumento de 22%. A tarifa de 30 minutos, que hoje custa R$ 0,90 passará a custar R$ 1,10. A tarifa de 1h30 vai para R$2,80. A tarifa de duas horas, que hoje é de R$ 2,65, vai para R$ 3,30. Já a tarifa de regularização, que é de R$ 9,00, vai para R$ 11,20.

Justificativa

“Existe uma solicitação da empresa, está sob análise do Jurídico. Esse aumento é contratual, no período pandêmico foi segurado, agora a empresa entrou com a necessidade usando da forma contratual, que lhe resguarda. Conseguimos negociar bem, o reajuste não chega nem próximo do que eles pediram e do que contratualmente eles poderiam receber. Eu preciso garantir que os contratos tenham segurança jurídica”, afirma o secretário. Segundo comunicou, ainda, esse aumento deve ser decretado em breve. A atual concessão segue em contrato até o ano de 2026.

Pressão

Há meses, desde o início da atual gestão, que a Câmara Municipal vem pressionando o Poder Executivo contra a empresa responsável pela zona azul. Vereadores como Rafael Andreeta (sem partido), Alessandro Almeida (Podemos) e Serginho Carnevale (União Brasil) chegaram a protocolar pedidos por investigação contra a concessionária no Ministério Público. Até o momento, nada de concreto se efetivou. Recentemente, os parlamentares em geral solicitaram que o serviço fosse suspenso até que problema no novo aplicativo para compra das tarifas fosse corrigido, após vereadores denunciarem que o valor comprado estava sendo descontado erroneamente. O fato foi corrigido pela empresa posteriormente. O último aumento no valor da tarifa ocorreu em 2019, durante o Governo Juninho da Padaria.