Menos de 50% das meninas tomam a 2ª dose da vacina contra o HPV

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Ednéia Silva

A campanha de vacinação começou no ano passado, quando o público-alvo eram adolescentes de 11 a 13 anos. Em 2015, começaram a ser vacinadas meninas de 9 a 11 anos. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público-alvo. Somente na faixa etária de 9 a 11 anos são 4,9 milhões de adolescentes.

Todas as meninas de 11 a 13 anos que só tomaram a primeira dose no ano passado devem procurar os postos de saúde para tomar a segunda dose. As adolescentes que tomaram a primeira dose aos 13 anos e já completaram 14 anos também devem tomar a segunda dose para garantir a imunização contra o HPV. As mulheres de até 26 anos vivendo com HIV também podem ser vacinadas.

No Brasil a cobertura vacinal da primeira dose realizada em 2014 foi de 101,38%, considerada uma das maiores do mundo. No entanto a segunda dose foi de apenas 59,96% e o índice de cobertura deste ano para a primeira dose foi de somente 50,38%.

No Estado de São Paulo, a cobertura vacinal da primeira dose aplicada em 2014 foi de 110,08% e da segunda dose de apenas 68,07%. Neste ano, a cobertura para a primeira dose foi de apenas 58,77%.

Adolescente toma vacina contra HPV (foto Alessandro Potter/ABr)
Adolescente toma vacina contra HPV (foto Alessandro Potter/ABr)

Rio Claro também registrou baixa procura pela vacina nas unidades de saúde. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a campanha de vacinação da segunda dose foi encerrada no dia 26 de novembro com índice de cobertura de apenas 48,83%. Foram vacinadas 1.975 meninas de 9 a 12 anos de um total de 4.044.

Apesar do encerramento da campanha, a Vigilância Epidemiológica informa que “as unidades de saúde de Rio Claro continuarão ministrando a vacina nas consultas de rotina”.

A vacina contra o HPV protege contra três tipos de vírus: 6, 11, 16 e 18. Para garantir proteção é preciso tomar três doses da vacina. A segunda dose deve ser aplicada seis meses após a primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira.

De acordo com o Ministério da Saúde, “o câncer do colo do útero é o terceiro tipo que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do de mama e de brônquios e pulmões”. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima o Brasil tem em média 15 mil casos de câncer do colo do útero por ano e 5 mil podem vir a óbito por diagnóstico tardio. A vacina tem 98% de eficácia.

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