Menores vendem maconha em escola

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Carine Corrêa

Menor foi surpreendido pela Ronda Escolar traficando maconha em escola no bairro Consolação
Menor foi surpreendido pela Ronda Escolar traficando maconha em escola no bairro Consolação

No prazo de uma semana algumas unidades de ensino que compõem a rede estadual de Rio Claro registraram algumas ocorrências no setor policial. A última delas foi nessa quinta-feira (24). Policiais da Ronda Escolar surpreenderam um menor dentro de uma escola no Consolação, situada na Avenida 13 do bairro. O adolescente estava traficando drogas no interior da unidade. “Durante a abordagem foram localizadas cerca de 100 porções de maconha”, acrescentou o setor de comunicação da PM de Rio Claro.

A reportagem do Jornal Cidade convidou alguns professores para discutir o assunto. Veja as opiniões a seguir:

“Os problemas que acontecem fora da sala de aula e da escola são tão ou mais relevantes que os de dentro para explicar a origem do comportamento violento da juventude. É preciso ter políticas para combater esses problemas, que não dizem respeito à gestão escolar, e sim à justiça social, racial, estrutura familiar, etc” – professor Airton Moreira Jr.

“Fisicamente nunca sofri agressão, mas as verbais são bem rotineiras. Quando algum aluno me agride, eu logo penso: qual (quais) problema (as) esse aluno deve ter em sua casa? Lá é o foco principal, famílias desestruturadas geram crianças violentas e sem sensibilidade para lidar com os professores. É preciso humanizar mais as relações de um modo geral. Faz 15 anos que leciono e estou como professor categoria ‘O’ (contratado) há 8 anos na Secretaria do Estado de São Paulo. Já vi muita coisa desagradável acontecer, mas me cansei de só ver, ultimamente tenho tomado algumas atitudes. Recentemente um colega de trabalho sofreu uma agressão grave, que a imprensa toda notificou, eu levei o debate para sala de aula, utilizei reportagens que foram veiculadas sobre o assunto e fiz um debate com alunos. A atividade resultou em uma redação dissertativa argumentativa sobre o tema: ‘Violência nos ambientes escolares’” – professor Luiz Henrique, que ministra aulas no Michel Alem e na Escola Zita.

“Quando acontecem agressões contra os professores da rede estadual, nós do sindicato oferecemos toda a orientação jurídica. Vale lembrar que na última greve, que durou 92 dias, algumas das reivindicações eram a redução de violência nas escolas e eliminar problemas de classes superlotadas. Quando a agressão ocorre entre alunos, já passa por uma questão social. Com minha experiência de oito anos na direção do Chanceler, observei que é muito importante que alguém oriente os alunos nas questões de relacionamento. Muitas vezes o adolescente é violento porque está acostumado com a violência” – diretor da Apeoesp de Rio Claro, Ademar de Assis Camelo.

Em uma semana

As ocorrências nas escolas nos últimos dias aconteceram em um período de uma semana: uma professora foi agredida por um aluno em uma escola no Jardim Ipanema; duas estudantes se desentenderam em sala de aula em uma unidade escolar no Jardim Inocoop; quatro alunas se agrediram e necessitaram passar por atendimento médico no Jardim Guanabara e, por fim, um garoto de 15 anos levou bebida alcoólica a uma escola no bairro Bela Vista. Todos os casos foram registrados na polícia.

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