‘Lei do silêncio’ deve prejudicar trabalho da Polícia Civil

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Sidney Navas

O jovem Israel Pereira da Silva Junior, 17 anos, foi assassinado a tiros no começo da madrugada de segunda-feira (7) quando estava na Rua 29 com a Avenida 54, no bairro Jardim Paulista, periferia da cidade.

De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o delegado Alexandre Della Coletta, pelas circunstâncias do crime, tudo leva a crer que o rapaz foi executado e a falta de possíveis testemunhas, conhecida como a “Lei do Silêncio”, deve prejudicar ainda mais a apuração desse homicídio.

“Pelo cenário encontrado no local, temos quase a plena certeza de que o crime se deu em razão de um provável acerto de contas e a vítima tinha antecedentes criminais, o que pode ajudar a reforçar a nossa tese inicial, mas as investigações ainda estão no começo e, portanto, trabalhamos com todas as possibilidades”, destacou o delegado.

A ocorrência foi atendida por guardas civis que se deslocaram até o Jardim Paulista, onde encontraram Israel já morto. Os tiros atingiram um olho e a cabeça. Os investigadores da DIG começaram a levantar informações que possam ajudar a polícia a desvendar o assassinato.

Agora as autoridades correm contra o tempo para saber se a vítima tinha algum desafeto ou então se estava sofrendo ameaças de morte. A moto ocupada pelo adolescente, uma Honda CBX 250 Twister, foi apreendida, os peritos também trabalham na ocorrência e o laudo deverá ser concluído em breve.

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