Foram dez anos de tratamento contra a leucemia até a jovem Duda, numa luta junto à família, poder receber a notícia: “Você está de alta”

Era 21 de março de 2008, Sexta-feira Santa. Uma data que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo para os cristãos católicos. À família da pequena Maria Eduarda Parreira Dias, então com seis anos de idade, foi uma prova de fé.

Foi quando a Duda, como é conhecida carinhosamente, recebeu o diagnóstico de leucemia linfoide aguda. Medos, incertezas e choro marcaram aquele momento. “Confesso que perdi o chão, pois não sabia o que fazer. Chorei muito e até achei que iria perdê-la, pois não me lembrava de alguém com câncer que tivesse sido curado. Questionei Deus, fiquei incrédula”, relembra a mãe, Franciellen Parreira Stein.

Apesar do temor inicial, Duda se mostrou forte e confiante. Mesmo sendo criança e, aparentemente, sem a noção da gravidade, não se abalou e manteve a fé. Devotas de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a santa esteve presente em momentos importantes na luta contra a doença. “Tenho um terço com a medalha milagrosa e não a largava por nada. Ficava pendurada no soro e eu dizia: ‘Mamãe, não chora, Nossa Senhora está aqui”, conta a jovem.

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O tratamento durou dez anos e a alta definitiva, após a conclusão de exames, foi dada no dia 14 de outubro de 2020. “A mesma médica que nos deu a pior notícia foi a mesma que disse a tão esperada frase: ‘Você está de alta’. Receber essa informação foi algo inexplicável, um misto de emoções. Um sentimento de ‘vencemos’, foi libertador. Deus é maravilhoso”, comemora a mãe.

Da febre incessante, dos dias com dores e plaquetas baixas à espera de um doador de sangue compatível e das internações em isolamento, hoje a família comemora a cura e está ainda mais fortalecida. “Aprendemos a dar valor nas pequenas coisas, como doar sangue; o quanto é maravilhoso estar em família e ficamos mais unidos. Acredito que viramos seres humanos melhores e que devemos lutar, acreditar e entregar a Deus”, reforça Duda.

Com 18 anos, a criança que esteve frente a frente com uma doença temida se tornou uma mulher forte. Ela é Maria Eduarda Parreira Dias e mostra que é possível vencer o câncer.

Neste período, o hospital “Amaral Carvalho”, em Jaú, e o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) foram fundamentais para o acolhimento e atendimento da paciente, dando todo o suporte necessário.

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