O 29 de maio de 2026 vai ficar na memória de João Fonseca. Foi o dia em que venceu o maior vencedor de Slams da história do tênis, o sérvio Novak Djokovic, pela terceira rodada de Roland Garros.
Não foi uma vitória fácil, e não poderia ser diferente. Uma virada por 3 sets a 2 contra um dos maiores tenistas da história, sob calor intenso. Um triunfo que fez o público que lotou a quadra Philippe-Chatrier aplaudir de pé.
Um resultado que coloca João nas oitavas de final da competição. É o primeiro brasileiro a alcançar esta fase, no masculino, em 16 anos.
Ao abrir a coletiva de imprensa após a partida, o jovem brasileiro de 19 anos resumiu a tarde épica:
“Acho que, antes de mais nada, foi uma partida incrível. Quer dizer, para mim, só compartilhar a quadra com ele já foi uma experiência inacreditável.”
Sem Sinner e agora sem Djokovic, Roland Garros terá um campeão inédito, e com a concorrência bastante aberta. Sobre as possibilidades que podem vir pela frente, João adota a cautela.
“Estou pensando apenas na minha próxima partida. Claro, com Jannik [Sinner] e [Novak] Djokovic fora, há mais chances para os caras que estão há mais tempo no circuito, como Sascha [Zverev], Casper [Ruud], ou outros”, comentou.
“Por enquanto, estou apenas curtindo o momento. Sabe, acho que apenas 10 minutos depois da partida eu já conseguia perceber um pouco o que fiz, o que conquistei, o quão difícil foi e o quão incrível foi para mim.”
João sabe que há muito apenas para fazer: “Estou apenas na quarta rodada. Estou focado em uma partida de cada vez. Para mim, já é uma grande conquista poder jogar minha primeira vez em uma fase oitavas de final aqui.”
Na próxima fase ele enfrentará o norueguês Casper Ruud, 16º do mundo.