Folhapress

Uma carga de armamentos que seria entregue para membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), e também para faccionados encarcerados no Presídio Estadual de Dourados, foi apreendida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. As armas vinham do Paraguai e, de acordo com a corporação ficavam guardadas com uma idosa. A mulher de 62 anos foi abordada pelos policiais mas, achando serem integrantes do PCC, entregou os equipamentos e acabou presa em flagrante.

A polícia de Dourados (MS) já vinha investigando a idosa, que tem um filho encarcerado no presídio e seria simpatizante do PCC. A identidade deles não foi informada pela polícia.

Ao todo foram apreendidas 15 armas de fogo, sendo 10 pistolas e 5 revólveres. O valor do armamento chega a R$ 200 mil no mercado ilegal.

Segundo o delegado Erasmo Cubas, que fez a prisão nesta quarte (5), a idosa já vinha fazendo o papel de guardiã das armas desde 2021.

“Estávamos esperando o momento certo. Recebemos a informação de que, após as eleições, uma grande quantidade de armamento viria pra cidade para ser distribuída”, disse Erasmos Cubas, delegado responsável pelo caso.

“Eles a usaram por ser difícil que desconfiassem dela, devido à idade”, afirmou o delegado.

Os levantamentos da polícia começaram em 2021, quando foi descoberto que as armas vinham do Paraguai para serem distribuídas para os membros da facção, na manutenção da dominância da região e para cometer assassinatos.

Com a informação de que armas haviam sido entregues à idosa, os policiais se disfarçaram e montaram uma campana. Já na abordagem, a suspeita indagou se eles tinham ido buscar as armas. Os policiais disseram que sim, e a idosa os levou para dentro da residência, mostrando onde estava a mala com as armas.

Um rapaz de 20 anos também foi preso. Segundo a Polícia Civil, ao chegar à casa, ele indagou: “Vocês foram rápidos. Já chegaram para pegar as armas?”. Com isso, foi dada ordem de prisão aos dois.

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