A presidente da instituição, Marilene Andolpho, mostra os estragos feitos pela chuva de granizo que atingiu Rio Claro há seis meses; local era utilizado para eventos e bazares

Vivian Guilherme

Foi há mais de seis meses que a chuva de granizo atingiu Rio Claro e deixou um rastro de destruição. Em alguns lugares, os estragos seguem até o hoje, como é o caso da Hospedaria de Emaús. O barracão em que a entidade realizava seus eventos para angariar fundos para seus idosos continua com o telhado completamente danificado.

Segundo a presidente do asilo, Marilene Andolpho, muitas doações foram recebidas, mas com o valor foi possível somente reformar a parte das moradias, que também foi totalmente danificada. “Muita gente fala de ajudar, mas quando vem ver o tamanho do espaço, não volta mais. E pior que nem os nossos eventos que fazíamos aqui para arrecadar recursos conseguimos mais fazer”, comentou.

A presidente da instituição, Marilene Andolpho, mostra os estragos feitos pela chuva de granizo que atingiu Rio Claro há seis meses; local era utilizado para eventos e bazares
A presidente da instituição, Marilene Andolpho, mostra os estragos feitos pela chuva de granizo que atingiu Rio Claro há seis meses; local era utilizado para eventos e bazares

No barracão eram realizados bazares de roupas e objetos, bailes com música ao vivo, além de bingos e confraternizações entre os idosos do abrigo. Atualmente, a Hospedaria de Emaús possui 82 internos em regime de internato e tem capacidade para abrigar 90 idosos, sendo que deste total 20% das vagas são sociais, ou seja, destinadas a idosos carentes.

No momento, a Emaús não conta com nenhuma ajuda financeira governamental e tem se mantido por meio de colaboração da comunidade, bem como com o pagamento de alguns abrigados que ali residem conforme consta de seu Estatuto, arrecadação de sócios, e pela realização de promoções que visem angariar fundos.

A Hospedaria de Emaús iniciou suas atividades em Rio Claro em maio de 1970, tendo como fundadora Josefina Moreira Godoy Bueno. Inicialmente, dona Josefina acolhia alguns idosos em sua casa na Avenida 10, entre ruas 5 e 6, como a procura começou a ser grande pelos idosos menos afortunados que percorriam as ruas da Cidade Azul, o espaço de sua casa, bem como suas posses já não eram mais suficientes para sustentar tal feito, embora contasse com a colaboração de vizinhos e conhecidos.

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