Das três figueiras centenárias da região central, apenas uma continua intacta: a que fica dentro da Escola Cel. Joaquim Salles; já a figueira da Boa Morte foi substituída

Vivian Guilherme

Das três figueiras centenárias da região central, apenas uma continua intacta: a que fica dentro da Escola Cel. Joaquim Salles; já a figueira da Boa Morte foi substituída
Das três figueiras centenárias da região central, apenas uma continua intacta: a que fica dentro da Escola Cel. Joaquim Salles; já a figueira da Boa Morte foi substituída

As figueiras são árvores comumente encontradas em regiões de clima tropical, que alcançam uma altura significativamente maior comparadas a outras espécies; por isso, não é aconselhável o cultivo próximo a residências, pois as raízes podem danificar a estrutura dos imóveis. Na Cidade Azul, entretanto, na região central, três importantes figueiras compuseram o cenário muito antes da chegada da urbanização e de seus efeitos devastadores e contraditórios.

Somente na Rua 9 havia duas árvores centenárias com que, à sombra de seus galhos, antigos habitantes – ainda vivos na memória e/ou presentes nas fotografias – vivenciaram inúmeras histórias; uma na Avenida 13 [em frente à Igreja de São Benedito] e outra entre as avenidas 7 e 9 [em frente à Igreja da Boa Morte]. A terceira, entretanto, continua intacta nos fundos da Escola Coronel Joaquim Salles, situada na Rua 7.

A primeira a ser retirada foi a da Praça VII de Setembro, no mês de novembro de 2005; dez anos depois, em setembro de 2015, a Praça General Antônio G. Ribeiro perdeu também o seu secular sombreiro. Ambas foram removidas devido aos problemas que apresentaram ao longo dos anos, como apodrecimento do tronco e as constantes quedas de galhos.

Roberto Joaquim Guilherme, que reside defronte à Igreja de São Benedito há muitas décadas, conta que ainda criança brincava de bolinha de gude, pião e esconde-esconde sob a sombra da figueira. Ele aproveitou para questionar sobre a possibilidade de uma nova muda ser plantada no local. A prefeitura informou que os técnicos estudam uma alternativa mais sustentável.