“É preciso estender a mão para ajudar”, diz doador

88

Carine Corrêa

Marinilda explica que as refeições são preparadas em uma fogueira, logo atrás do barraco
Marinilda explica que as refeições são preparadas em uma fogueira, logo atrás do barraco

A história da família de Marinilda da Silva Rufino – que se abriga em uma das casas irregulares no bairro Jardim São João – repercutiu em Rio Claro e sensibilizou algumas pessoas. É o caso do empresário Ivo de Domênico, proprietário da empresa Orion Materiais, localizada na Rua 23 com a Avenida 21, no Bairro do Estádio.

Comovido pela história da família carente, ele se prontificou a doar materiais de construção para auxiliar Marinilda, o esposo e seu filho. O próximo passo e desafio agora para essa família é sair da área pública que ocupam irregularmente e construir a casa própria em outro espaço. “Estamos doando alguns materiais”, frisa Ivan.

Ele conta que ficou sabendo desse caso logo pela manhã, ao ler o jornal. “Com frequência prestamos serviços sociais. Já fizemos algumas doações por intermédio da igreja do padre Jocelir e ajudamos também na construção da estrutura da Federação Paulista de Mountain Bike, instalada no interior do antigo Horto Florestal”, comenta. Ivo reforça: “É preciso estender a mão para ajudar. Aqueles que têm mais, ajudam os que têm menos”.

Campanha

Sensibilizado com a história de uma família vinda de Alagoas, Amilson Barbosa Henriques mobiliza uma campanha para arrecadar materiais de construção a esses moradores carentes.

Marinilda mora em um barraco improvisado na Rua 10 entre as avenidas M-29 e M-31. Ela divide o espaço com o esposo Jamerson da Silva e o filho Wanderson, de 12 anos.

“Eu e mais algumas pessoas ficamos sabendo de sua condição de vida. Uma estagiária aqui do Arquivo foi até seu barraco fotografar para que pudéssemos tentar ajudar de alguma forma. Ela necessita de materiais de construção para melhorar sua casa, por mais humilde que seja. São bem-vindos materiais como telhas brasilite, caibros, esteios, ripas, paletes, placas de compensado, portas e janelas velhas ou usadas”, diz Amilson.

Qual sua opinião? Deixe um comentário: