Dupla que matou médico em Rio Claro está foragida

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Carine Corrêa

Residência do médico vítima de latrocínio no começo de agosto, no bairro Cidade Jardim
Residência do médico vítima de latrocínio no começo de agosto, no bairro Cidade Jardim

Cristiano Araújo da Silva, de 25 anos, e Rafael Henrique Rocha, de 31 anos – ambos moradores do bairro Mãe Preta – são apontados como autores do latrocínio no Cidade Jardim em agosto deste ano. A dupla, segundo o delegado seccional de Rio Claro, Alvaro Santucci Noventa Jr., continua foragida. A Polícia continua no encalço dos rapazes.

O latrocínio (roubo seguido de morte) vitimou o médico José da Costa Filho, de 67 anos. O idoso foi morto em sua casa. Ele veio passar o final de semana em Rio Claro com a família e acabou sendo vítima do crime. Este caso entrou nos dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que foram divulgados recentemente. Em 2014 foram duas ocorrências do mesmo crime em Rio Claro. Neste ano, do período de janeiro a agosto este foi o único caso de latrocínio no município.

“Vizinhos em alerta”

Dois dias depois do crime, moradores do Cidade Jardim se mobilizaram pelas redes sociais e criaram o grupo “Vizinhos em alerta”. Nesse canal de comunicação, é possível informar aos vizinhos que estão no grupo qualquer atitude suspeita no bairro.

Gustavo Accioly é morador do bairro e está no grupo. Ele reforça que a ideia partiu após essa tragédia ocorrer no bairro. “O grupo está crescendo e a comunicação é eficiente. Atualmente, quase 60 moradores do bairro estão neste grupo, que permite que troquemos informações sobre qualquer atitude suspeita e pessoas estranhas que estão circulando. No domingo mesmo, falávamos no grupo sobre um homem que estava circulando pelo bairro, pedindo dinheiro para colocar gasolina em uma suposta moto. Trocamos as informações e acionamos a segurança particular do Cidade Jardim. Descobrimos que, na verdade, ele estava pedindo dinheiro para comprar drogas”, comenta Accioly.

O objetivo, segundo ele, é espalhar a ideia para todos os bairros da cidade. “Cada bairro poderia criar um grupo para viabilizar a comunicação dos moradores nesse sentido”, acrescentou.

Vizinhança Solidária

Para articular a comunicação entre os moradores de uma comunidade, a Polícia Militar implantou o Programa Vizinhança Solidária nos bairros Jardim São Paulo e Cidade Jardim. No primeiro bairro, a coordenação é feita pelo capitão Barreto, comandante da 1ª Companhia da PM. Já no Cidade Jardim, o programa é comandado pelo major Rodrigo Arena, que está à frente da coordenação operacional da PM.

“É um programa feito pela Polícia Militar para organizar as pessoas da comunidade a tomarem medidas preventivas de segurança”, detalha major Arena. “A comunidade elege um tutor que faz comunicação com a PM sobre as questões de segurança do bairro. Lembrando que nesse programa o ator principal é a comunidade”, enfatizou.

À esquerda, Rafael Henrique Rocha, de 31 anos. À direita, Cristiano Araújo da Silva, de 25 anos que efetuou os disparos e matou o médico
À esquerda, Rafael Henrique Rocha, de 31 anos. À direita, Cristiano Araújo da Silva, de 25 anos que efetuou os disparos e matou o médico

Diferenças

Vale ressaltar que o programa “Vizinhos em alerta” foi uma iniciativa tomada pelos moradores do bairro Cidade Jardim, através das redes sociais. Já o “Vizinhança Solidária” é um programa da Polícia Militar que está ocorrendo atualmente no Cidade Jardim e no J. São Paulo.

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