SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, João Doria, cobrou “senso de urgência” da Anvisa, na manhã deste domingo (10), em postagem em redes sociais. A cobrança ocorre um dia após a agência pedir mais dados sobre a Coronavac ao Instituto Butantan para dar continuidade à análise para uso emergencial da vacina.

“É preciso senso de urgência da Anvisa para liberação da Vacina do Butantan. Ritos da ciência devem ser respeitados, mas devemos lembrar que o Brasil perde cerca de mil vidas/dia para a Covid-19. Com a liberação da Anvisa, milhões de vacinas que já estão prontas poderão salvar vidas”, afirma Doria, na postagem.

No sábado, a agência de vigilância sanitária brasileira pediu que o Butantan enviasse mais dados sobre a Coronavac para que assim seja possível dar continuidade à análise. O pedido para uso emergencial da vacina do Butantan havia sido entregue na sexta.

Ao mesmo tempo, a Anvisa também afirmou que os dados enviados pela Fiocruz (que também havia entrado com pedido de uso emergencial na sexta) estavam completos.

A submissão dos documentos técnicos previstos no Guia é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas. Segunda a Anvisa, na documentação do Butantan faltam seis tipos de informações e resultados.
Em meio a reuniões entre os órgãos, o Butantan afirma que enviará os dados em breve.

O governo paulista tem o plano de começar a vacinação no estado em 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo. Já o Ministério da Saúde fala em também começar a vacinação em janeiro, assim que houver a liberação de alguma das vacinas já protocoladas.

A vacina Coronavac está há meses envolvida em discussões. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em diferentes momentos, questionou a vacina -e não só ela. Ao mesmo tempo, durante o mês de dezembro houve sucessivos adiamentos por parte do governo paulista na apresentação dos dados de eficácia do imunizante, algo que ocorreu no último dia 7.

Mais em Notícias:

Coronavirus atinge a marca de 100 milhões de infectados

Rio Claro tem 179 óbitos por coronavírus

Morre o professor José Carlos Moreno, o ‘Cacau’