Ramon Rossi

Para que Araras volte a tratar os dejetos domésticos o mais rápido possível, o que não acontece desde 2015, as obras da construção da nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) seguem dentro do cronograma previsto, segundo informou a Prefeitura ao JC.

Os trabalhos se concentram atualmente na finalização dos dois decantadores, que fazem parte do projeto apresentado pelo Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras) e aprovado pelo Governo Federal. Equipes da Construtora Augusto Velloso, vencedora da licitação e responsável pelo serviço, já finalizaram a lagoa de aeração, que foi revestida com manta geotêxtil para evitar a contaminação do solo, e seguem também na construção do sistema de pré-tratamento, que vai receber o material bruto e fazer as primeiras intervenções para que ele seja purificado.

“Essa é uma obra essencial para a nossa cidade e segue em andamento, de acordo com o cronograma. Não podemos continuar sem tratar o esgoto de Araras. Resolver esse problema é prioridade dessa gestão”, comentou o prefeito Junior Franco (DEM) que esteve no local para verificar o andamento das obras, junto do vice-prefeito e presidente do Saema, Carleto Denardi.

Reverter essa situação era uma das principais preocupações do prefeito, desde a época em que assumiu a presidência do Saema, em 2017. Foi na gestão de Junior na autarquia que várias pendências envolvendo a obra foram resolvidas e o projeto definitivo sobre o local foi apresentado à Caixa Econômica Federal.

“Batalhamos para resolver os entraves que envolviam a obra e colocá-la, definitivamente, em andamento. É uma questão de respeito ao meio ambiente e também à população”, completou o chefe do Executivo.

A nova ETE começou a ser construída no final do ano passado e tem previsão de entrega até o final de 2020. Complexa e realizada em etapas, a obra atende às exigências da legislação ambiental e conta com a supervisão de técnicos do Saema.

O projeto prevê a utilização do processo de lodo ativado para solucionar de uma vez por todas o impasse envolvendo o tratamento dos efluentes, que se agravou em 2015, quando um dos reatores da antiga ETE, construída na década de 1990, desmoronou e o local foi interditado.

Desde então, a cidade deixou definitivamente de fazer o serviço e passou a despejar todo material coletado diretamente no Ribeirão de Araras, um dos afluentes do Rio Mogi Guaçu.